Em meados de maio de 2024, o governo do Piauí autorizou o início de 35 novos projetos de infraestrutura em cinco de seus principais municípios — Teresina, Parnaíba, Picos, Piripiri e Floriano.
A iniciativa, que materializa as escolhas diretas dos cidadãos, ocorre como parte do ciclo 2024-2025 do programa Orçamento Participativo Digital (OPA).
O objetivo é converter a deliberação cívica em desenvolvimento comunitário tangível, utilizando uma plataforma online onde a população propõe e vota em obras prioritárias para suas regiões.
Com um investimento inicial de R$ 56 milhões, projetado para atingir R$ 80 milhões, as intervenções aprovadas refletem diretamente as necessidades apontadas pelas comunidades.
As obras são diversificadas e abrangem desde a pavimentação de vias urbanas e rurais e a criação de espaços de convivência social, como praças e áreas para práticas desportivas, até a implementação de sistemas de abastecimento de água autossuficiente, alimentados por energia solar fotovoltaica.
Além disso, a construção de centros para o fomento do artesanato local está prevista, reforçando a filosofia do programa de manifestar a soberania popular em progresso real, melhorando a qualidade de vida tanto nos centros urbanos quanto nas áreas rurais do estado.
Um Modelo de Governança Cívica
O OPA se consolida como uma ferramenta de vanguarda na gestão pública. Coordenado pelas secretarias de Planejamento e de Relações Sociais, o programa utiliza uma plataforma digital para que qualquer cidadão piauiense possa submeter e votar em propostas para a alocação de parte do orçamento estadual.
Este modelo de governança não apenas empodera a população, mas também se tornou uma referência nacional, inspirando outras administrações públicas, como em Pernambuco e nos municípios de Niterói (RJ) e Jaboatão dos Guararapes (PE), que estudam o sucesso da iniciativa piauiense.
Com esta nova leva de autorizações, o programa já acumula um total de 110 projetos concluídos ou em fase de execução.
O grande diferencial do OPA reside no profundo engajamento social. As associações comunitárias e os cidadãos são os protagonistas de todo o processo.
Eles não se limitam a submeter sugestões; mobilizam-se para a votação digital e, de forma crucial, atuam como fiscais naturais da execução dos projetos.
Essa auditoria cívica assegura que as intervenções selecionadas sejam implementadas com agilidade e correspondam fielmente às expectativas. Em resumo, o OPA transcende a simples entrega de obras, consolidando um ciclo virtuoso de participação, transparência e controle social que fortalece os alicerces da democracia no estado.
