O Brasil, em 2025, atingiu a meta de cobertura do Programa Nacional de Imunizações para apenas duas vacinas em todo o território, em razão da queda de adesão motivada por desinformação, politização e dificuldades de acesso, apesar de a BCG ter alcançado cerca de 96,8% e a dose de hepatite B aplicada nas primeiras semanas de vida ter superado 95,1%.
Em 2025, o panorama das coberturas vacinais mostra avanços pontuais e lacunas preocupantes. Enquanto a BCG atingiu 96,8% e a primeira dose de hepatite B superou 95,1%, vacinas essenciais ficaram abaixo das metas: segunda dose da tríplice viral cerca de 79%, proteção contra poliomielite abaixo de 90% e imunização infantil contra Covid em apenas 3,5%.
As coberturas caíram desde 2015, com forte impacto em 2020; houve recuperação parcial a partir de 2022, mas os níveis pré-2015 não foram retomados. Especialistas apontam fatores múltiplos: perda de visibilidade das doenças, proliferação de notícias falsas, politização do tema e barreiras práticas, como horários dos postos incompatíveis com jornadas de trabalho, falhas operacionais e problemas logísticos.
No calendário, o PNI incluiu vacina contra o vírus sincicial respiratório para gestantes a partir da 28ª semana, com evidências de redução de casos graves nos primeiros meses de vida. Também foi recomendada dose única de HPV e lançada ação de recuperação para jovens de 15 a 19 anos até metade do ano.
Novas opções contra dengue, inclusive um imunizante de dose única do Instituto Butantan, e discussões sobre atualização da pneumocócica prometem ampliar oferta. As vacinas são seguras; ligações com autismo foram descartadas por estudos robustos. Quem perdeu doses deve procurar a unidade básica de saúde para esquema de recuperação; pessoas com condições especiais atendem-se nos CRIE.
Aumentar cobertura reduzirá internações e pressão sobre UTIs pediátricas, mas depende de logística, oferta e confiança da população. Campanhas de comunicação e flexibilização de horários são consideradas prioritárias com urgência.
