A moeda americana registrou valorização discreta no mercado à vista do Brasil, motivada por incertezas externas e decisões monetárias aguardadas, enquanto tensão geopolítica, alta do petróleo e expectativa por definições de juros nos EUA e no Brasil pressionaram o mercado.
O avanço do câmbio repercutiu na elevação dos contratos de juros futuros durante a sessão, refletindo o ajuste de prêmios de risco por parte dos agentes. Operadores destacaram que a alta do petróleo adicionou pressão sobre custos globais e alimentou apostas de inflação mais vigorosa, reforçando a cautela até as próximas decisões do Federal Reserve e do Copom.
A escalada de tensões no Oriente Médio, com novas ações militares de Israel contra o Líbano e incertezas sobre um acordo provisório entre Estados Unidos e Irã, deixou mercados em alerta e ampliou a aversão a riscos. No plano diplomático, o apoio do G7 a um entendimento inicial negociado pelos EUA com Teerã visou reabrir a navegação no Estreito de Ormuz e ampliar um cessar‑fogo frágil, mas a divulgação de uma minuta foi rechaçada pela Casa Branca, que questionou sua autenticidade e afirmou que o pacto não está fechado.
Esse episódio aumentou dúvidas sobre o alcance e a duração da trégua e impactou o humor dos investidores. Na Europa, o banco central da Suécia manteve a taxa básica em 1,75% ao ano pela sexta reunião, mas deixou claro aumento da probabilidade de aperto futuro diante do risco inflacionário. No Brasil, o IBC‑Br registrou alta de 0,51% em abril sobre março, recuperando parte da perda anterior, porém ficando ligeiramente abaixo da mediana de analistas. Analistas afirmam que o movimento cambial pode pressionar preços de importados e elevar custos de crédito, exigindo ajustes de hedge, e que a liquidez será monitorada nas próximas sessões.
