Curso prático sobre diagnóstico de morte encefálica foi realizado nos dias 19 e 20 de 2025 no Conselho Regional de Medicina do Piauí, com o objetivo de qualificar médicos de UTIs, pronto-socorro e serviços neurocríticos para aplicar protocolos com segurança e em observância à legislação; a atividade foi organizada pela gestão estadual de saúde por meio da Central Estadual de Transplantes e combinou aulas teóricas e simulações práticas para padronizar procedimentos e fortalecer a cadeia de transplantes.
Realizado nos dias 19 e 20 de 2025 nas dependências do Conselho Regional de Medicina do Piauí, o curso reuniu médicos de unidades de terapia intensiva, pronto-socorro e setores de atenção a pacientes neurocríticos. A programação incluiu aulas teóricas sobre critérios clínicos e normativas do Conselho Federal de Medicina, além de sessões práticas com simulações que reproduziram a sequência de avaliações neurológicas exigidas para o reconhecimento de morte encefálica. Instrutores experientes demonstraram o uso de protocolos, cuidados com estabilidade hemodinâmica e a condução de exames complementares quando indicados. Foram abordadas também rotinas de documentação, formulários legais e procedimentos de comunicação institucional com famílias e equipes multiprofissionais.
A capacitação enfatizou a importância do consentimento familiar, explicando que a anuência é necessária para a retirada de órgãos e detalhando o fluxo de liberação do corpo na ausência de autorização. A gerente da Central de Transplantes, Lourdes Veras, destacou que esta é a décima segunda edição do programa, que integra estratégias para fortalecer a rede de transplantes no estado. Participantes receberam orientações sobre transporte seguro ao bloco cirúrgico e sobre práticas que minimizam perdas logísticas antes do transplante.
A certificação emitida ao final comprova atualização profissional e pode ser exigida por unidades hospitalares. Espera-se que a padronização reduza variações de conduta, aumente a confiança das famílias e contribua para o crescimento do número de doações efetivadas em 2025, diminuindo o tempo de espera por órgãos e melhorando os resultados clínicos e administrativos do sistema de transplantes estadual, e ampliando o impacto social e humano.
