Em Brasília, o formato do próximo concurso da Receita Federal foi debatido em 2026 em encontro entre a Administração do órgão e o Sindifisco Nacional, motivado pela defesa da retomada de provas mais exigentes para resguardar a qualidade técnica das carreiras; a discussão abordou prazos autorizados, o modelo de aplicação por blocos e medidas para selecionar candidatos compatíveis com as responsabilidades dos cargos.
Em reunião federal entre a Administração da Receita e o Sindifisco Nacional, foram discutidas propostas para o formato do próximo concurso da Receita Federal. Gabriel Rissato, responsável pela área jurídica do Sindifisco, defendeu o retorno de provas com maior complexidade e de etapas objetivas divididas em blocos, modelo que, segundo ele, permite distinguir as matrizes de conteúdo de auditor-fiscal e analista-tributário.
A autorização ministerial vigente prevê 146 vagas: 30 para auditor e 116 para analista, cargos com exigência de nível superior em qualquer área, e estabelece prazos para publicação do edital e aplicação das provas. Como referência imediata, cita-se o concurso de 2022, quando a FGV aplicou provas objetivas e discursivas; para auditor, a objetiva foi dividida em dois blocos em turnos distintos, com 200 questões de múltipla escolha e prova dissertativa sobre temas fiscais, cobrando disciplinas como língua portuguesa e inglesa, lógica, direito constitucional e administrativo, direito tributário, auditoria, contabilidade básica e avançada, administração e economia.
Perguntas frequentes
A proposta do Sindifisco prevê retorno a itens de elevado grau de profundidade, provas separadas por blocos e programas de conteúdo diferenciados para cada carreira, preservando a relevância do posto de auditor. Sobre cronograma, a portaria define publicação do edital em até seis meses da autorização e intervalo mínimo de dois meses entre edital e provas.
Ainda não há banca confirmada. Para candidatos, o cenário exige preparação técnica mais intensa: recomenda-se resolver provas anteriores, assistir a videoaulas, estudar legislação atualizada e aprofundar matérias fiscais e contábeis. Especialistas avaliam que o impacto será gradual e positivo.
