Especialistas do mercado financeiro ajustaram, na segunda-feira, 27 de 2026, em Brasília, suas projeções para a inflação de 2026, em reação às leituras de preços e às expectativas sobre decisões da autoridade monetária; o boletim Focus do Banco Central divulgou o levantamento, que indica inflação menor prevista para 2026, expectativa de cortes modestos na Selic e revisão das projeções econômicas de curto prazo.
O boletim Focus mostrou que a projeção da inflação para este ano foi revisada para 5,12%, enquanto a meta perseguida pelo Banco Central permanece com centro em 3%, teto próximo de 4,5% e piso em 1,5%. Para 2026, o consenso aponta redução nas expectativas, e, para 2027, a inflação projetada chegou a 4,22%, ligeiramente acima da estimativa anterior.
A Selic, atualmente em 14,25%, tem expectativa de encerrar o ano em 14,00%, com um corte terminal projetado de 0,25 ponto percentual na reunião prevista para a primeira semana de agosto; para o fim de 2027, a taxa esperada é de 12,00%. O mercado também reajustou previsões do PIB: crescimento de 1,99% para este ano e 1,60% para 2027. A cotação do dólar foi estimada em R$ 5,20 no encerramento deste ano e R$ 5,29 em 2027.
A leve baixa nas projeções inflacionárias decorre de choques de oferta amortecidos e da perspectiva de retrocesso do aperto monetário anterior, permitindo ao Banco Central espaço para cortes graduais. Isso significa que a inflação está controlada? Não totalmente; apesar da queda nas expectativas, o índice continua acima do centro da meta, exigindo vigilância. Haverá cortes significativos na Selic? As projeções indicam redução limitada inicialmente e ritmo moderado em seguida.
O câmbio e o crescimento melhoram? As projeções mostram recuperação frágil e sensibilidade a choques externos. Observadores devem acompanhar dados de inflação futuros, decisões do Banco Central e indicadores de atividade para avaliar se a trajetória otimista se confirma ou se será necessário ajuste de política.
