Crescimento significativo de negócios conduzidos por jovens no Piauí foi registrado até 2025, impulsionado pela busca de autonomia financeira, inovação e por políticas públicas que facilitaram a formalização e o acesso a crédito; o fenômeno ocorre em todo o estado e tem impacto direto na economia local e na geração de ocupação, segundo levantamento da Junta Comercial do Piauí.
Levantamento do painel da Junta Comercial do Piauí (Jucepi) mostra que 15.982 empreendedores entre 18 e 29 anos mantêm atividades registradas, sinalizando ecossistema jovem em expansão. A maior parte está formalizada como Microempreendedor Individual (MEI), seguida por micro e pequenas empresas e um grupo de outros formatos societários, o que evidencia uma mudança no percurso profissional das novas gerações, que priorizam criar suas próprias fontes de renda e oferecer serviços e produtos locais.
A trajetória do publicitário e estudante Alisson Veloso, 26 anos, ilustra o movimento: ao formalizar sua operação, conquistou maior confiança do mercado, passou a acessar linhas de financiamento e fechou contratos de maior porte, conciliando estudos e trabalho. A presidente da Jucepi, Alzenir Porto, atribui o avanço ao uso de tecnologia para simplificar registros por meio do portal Gov.pi Empresas e a um ambiente regulatório mais célere, que reduz entraves burocráticos.
O crescimento tem efeitos diretos na economia regional — além de gerar receita, dinamiza cadeias produtivas, amplia a diversidade de ofertas e reduz pressão sobre o mercado formal de trabalho. O Estado disponibiliza o Programa Jovem Empreendedor, que liberou R$ 50 milhões em financiamento específico para pessoas entre 18 e 29 anos, combinando crédito com capacitação, tutoria e acompanhamento técnico.
Para quem pretende ingressar, recomenda-se planejar um modelo de negócio, buscar mentorias do programa, formalizar-se via Gov.pi Empresas e avaliar linhas de crédito com suporte técnico, passos essenciais para transformar ideias em empresas duradouras e com impacto regional.
