Uma novidade importante foi anunciada para o planejamento familiar no Brasil: o Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer um avançado método contraceptivo, um implante subcutâneo, reconhecido por sua alta eficácia e longa duração.
A decisão foi formalizada recentemente, no início deste mês, por um comitê técnico governamental em Brasília, com previsão de acesso nos postos de saúde a partir da segunda metade de 2025. O objetivo principal é reduzir gestações não planejadas e perdas maternas, alinhando o país a metas globais de saúde por um método que independe da ação diária da usuária e oferece proteção por até três anos.
Este método específico de prevenção da gravidez é um pequeno bastonete inserido logo abaixo da superfície da pele do braço, conhecido por sua durabilidade estendida e alta confiabilidade.
Sua ação no organismo perdura por um período de até três anos consecutivos, eliminando a necessidade de interrupções ou lembretes diários, ou semanais. Essa característica o distingue de diversas outras alternativas que exigem maior disciplina por parte da utilizadora.
A formalização de sua presença no sistema de saúde público ocorrerá com a publicação de um documento oficial nos próximos dias. A partir de então, as áreas técnicas pertinentes terão um prazo de 180 dias para implementar todos os passos necessários para sua oferta efetiva à população.
Isso abrange desde a atualização de protocolos médicos e a aquisição em larga escala dos dispositivos até a logística de distribuição para as unidades de atendimento e a capacitação adequada dos profissionais de saúde que estarão envolvidos em sua aplicação e remoção.
O plano prevê a disponibilização de 1,8 milhão de unidades, com um contingente substancial reservado para entrega já dentro deste ano, representando um investimento governamental considerável para garantir o acesso a esta tecnologia.
Uma das grandes vantagens deste tipo de contraceptivo é sua classificação como LARCs (Contraceptivos Reversíveis de Longa Ação), um grupo do qual, até então, apenas o DIU de cobre fazia parte na oferta pública brasileira. Métodos como este são considerados mais eficazes no controle da natalidade, pois sua efetividade independe da ação contínua da paciente. A recuperação da fertilidade feminina após a retirada do pequeno cilindro é geralmente bastante rápida.
É vital lembrar que a colocação e a extração deste aparelho requerem a intervenção de pessoal de saúde devidamente qualificado. Portanto, a ampliação de sua oferta será acompanhada de programas de formação para médicos e enfermeiros, assegurando um procedimento seguro e correto.
As opções para controle da natalidade acessíveis no sistema público brasileiro inclui, além deste novo implante e do DIU de cobre, barreiras físicas como preservativos masculinos e femininos, pílulas hormonais, injeções e procedimentos cirúrgicos permanentes.
Contudo, em meio a estas alternativas, as autoridades de saúde reiteram um aviso crucial: apenas os preservativos fornecem proteção indispensável contra as infecções transmitidas sexualmente (ISTs). O uso de contracepção para planejamento familiar não substitui a necessidade da prevenção contra ISTs, que exige o uso de preservativos em todas as relações sexuais.
