Em uma ação direta para mitigar a insegurança energética, o Executivo Nacional lançou nesta última quinta-feira, em Belo Horizonte, a iniciativa social “Gás do Povo”.
O programa visa garantir o acesso contínuo ao Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) para as famílias de baixa renda, substituindo um auxílio monetário anterior por um modelo de fornecimento direto e gratuito do produto, assegurando que o insumo essencial para a cocção de alimentos chegue a quem mais precisa.
Com um alcance projetado para amparar 15,5 milhões de núcleos familiares, o programa representa um investimento orçamentário substancial de 3,57 bilhões de reais para o ano de 2025, com uma projeção de aumento para 5,1 bilhões no exercício fiscal de 2026.
A elegibilidade para o benefício está atrelada a critérios socioeconômicos rigorosos, sendo imperativo que as famílias possuam registro ativo no Cadastro Único (CadÚnico) e demonstrem um rendimento mensal que não ultrapasse metade do piso salarial nacional.
Dentro deste universo, a prioridade máxima será concedida aos lares que já são parte do programa Bolsa Família, caracterizados por uma renda per capita ainda mais restrita.
Como Funcionará o Programa
O mecanismo de obtenção do insumo foi desenhado para ser seguro, eliminando a transação em dinheiro. As famílias poderão resgatar seus cilindros de gás nos pontos de distribuição homologados por um aplicativo com código digital, um cartão magnético exclusivo, a geração de um código QR em estabelecimentos parceiros ou utilizando o cartão do Bolsa Família.
O cronograma prevê as primeiras entregas a partir de novembro de 2025, com a meta de alcançar a cobertura total até março de 2026. A quantidade anual de cilindros será escalonada conforme a composição familiar: até três para dois membros, quatro para três integrantes, e seis para residências com quatro ou mais pessoas.
Um aplicativo indicará os fornecedores mais próximos e, em localidades sem pontos de venda, os grandes distribuidores de GLP da região terão a responsabilidade de assegurar a oferta.
