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Piauí expande RG neonatal. Veja como proteger seu bebê desde o nascimento.

Nesta terça-feira, dia 13, o estado do Piauí deu um passo pioneiro ao oficializar a universalização do registro biométrico para todos os recém-nascidos da rede pública, com a meta de alcançar todas as maternidades até 2025.

Anunciada na Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa, em Teresina, a iniciativa visa garantir a cidadania imediata e os direitos civis dos bebês, além de erradicar riscos de trocas ao criar um elo biométrico inviolável com suas mães através da coleta de impressões digitais logo após o parto.

O procedimento é inovador e seguro: logo após o nascimento, as impressões papilares da mãe e do bebê são coletadas e vinculadas digitalmente.

Essa ação não só permite a emissão do Documento de Identidade Nacional (CIN) da criança antes mesmo da alta hospitalar, como também estabelece uma conexão biunívoca que oferece uma tranquilidade inestimável às famílias.

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Com isso, a cidadania deixa de ser um processo burocrático posterior e se torna um direito garantido no exato instante da vida, fortalecendo a segurança e a confiança no sistema público de saúde.

Um Paradigma Nacional para a Cidadania Digital

A iniciativa piauiense é vista como um modelo para o Brasil. Segundo Marcelo Mascarenha, gestor do Instituto de Cidadania Digital, a tecnologia vai além da segurança imediata, criando um registro digital perene para cada cidadão em um banco de dados governamental.

Isso significa que o Estado poderá acompanhar a jornada da criança, desde a vacinação e nutrição até sua trajetória escolar. Tal monitoramento possibilita o desenvolvimento de políticas públicas muito mais precisas e personalizadas, focadas no bem-estar da população infantil e na otimização dos serviços públicos ao longo da vida do indivíduo.

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Para viabilizar a expansão, todas as maternidades estaduais serão modernizadas. Serão criados espaços dedicados, equipados com scanners biométricos de alta precisão, câmeras e unidades móveis de coleta de dados, garantindo um processo ágil e não invasivo.

O sucesso do projeto piloto, validado por especialistas como Aderson Luz, da Associação Reabilitar, comprova a eficácia da metodologia, mitigando drasticamente a possibilidade de erros e fortalecendo a confiança nos serviços públicos. O Piauí se consolida, assim, como um precursor no zelo pela primeira infância por meio da inovação tecnológica.

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