Alice Macedo, jovem com deficiência visual, aprendeu leitura e escrita tátil no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), em Monte Castelo, Teresina; sua trajetória começou aos 11 anos e ganha destaque este ano porque ajudou a ampliar sua autonomia, inclusão escolar e acesso à informação por meio de materiais adaptados, tecnologias assistivas e treino em orientação e mobilidade.
Desde que entrou aos 11 anos no Centro de Apoio Pedagógico para Atendimento às Pessoas com Deficiência Visual (CAP), em Monte Castelo, Teresina, Alice Macedo, hoje com 14 anos, transformou sua rotina escolar e ganhou autonomia. No CAP, que atende cerca de 46 matriculados a partir de sete anos, alunos aprendem Braille, manuseiam materiais adaptados e usam tecnologias assistivas para leitura, escrita e cálculos.
Os professores e a equipe multidisciplinar, composta por educadores especializados, psicopedagogas, fisioterapeutas, fonoaudiólogas e psicólogas, aplicam intervenções personalizadas que incluem produção de cópias em Braille, conversão de textos impressos, adaptação de operações matemáticas e transformação de imagens em relevos ou descrições detalhadas.
O trabalho de orientação e mobilidade ensina deslocamento seguro, enquanto recursos tecnológicos e ferramentas para cálculos ampliam independência nas tarefas diárias. Para quem perde a visão na vida adulta, dominar o sistema tátil é peça-chave na reabilitação, permitindo retomar estudos, trabalho e atividades cotidianas. Autoridades estaduais destacam que investir neste ensino é prioridade e projetam expansão do atendimento da rede estadual até 2026, com mais estudantes integrados à alfabetização tátil.
Perguntas frequentes atendidas pelo CAP incluem definição de Braille, métodos para adaptar fórmulas e imagens, critérios para encaminhamento de alunos da rede estadual e o uso de impressoras Braille, softwares e dispositivos ampliadores. A experiência de Alice ilustra que educação adaptada não só garante acesso à informação, mas também promove cidadania, empoderamento e perspectivas acadêmicas e profissionais mais sólidas para pessoas com baixa visão ou cegueira. O objetivo é ampliar inclusão e fortalecer vínculo.
