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Piauí registra 236 mil casos de doenças tropicais entre 2001 e 2024

Um estudo estadual sobre doenças tropicais, que compilou dados epidemiológicos de 2001 a 2024, será divulgado no dia 16 em Teresina, no Diferencial Buffet, com o objetivo de orientar a preparação do sistema público de saúde diante dos efeitos das alterações climáticas. A pesquisa inédita foi realizada pela Secretaria de Saúde do Piauí em colaboração com o Ciaten e será apresentada no lançamento do AdaptaSUS, plano nacional debatido na COP30.

Pesquisa inédita da Secretaria de Saúde do Piauí, em parceria com o Ciaten, compilou dados epidemiológicos de 2001 a 2024 e sistematiza a carga das doenças tropicais no estado. O boletim registra 236.482 episódios no período, média anual próxima de 10 mil casos, com aumento para 14.847 ocorrências em 2024 e mais de 5 mil óbitos associados.

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A tuberculose lidera os óbitos, seguida pela doença de Chagas e pelas leishmanioses; em frequência, a dengue predominou com mais de 161 mil episódios, seguida por hanseníase e tuberculose. Aproximadamente 3 milhões de habitantes residem em áreas de maior suscetibilidade, e, nos últimos cinco anos, 97% dos municípios notificaram duas ou mais enfermidades simultâneas, demonstrando ampla disseminação.

Homens e pessoas com 60 anos ou mais apresentam as taxas mais elevadas de mortalidade. As regiões mais afetadas são Vale do Canindé, Vale do Rio Guaribas e Alto Parnaíba, revelando desigualdades regionais de risco.

O relatório identifica fragilidades na detecção precoce, no atendimento e na prevenção, agravadas por determinantes sociais e ambientais; a maior circulação de vetores e as mudanças climáticas podem intensificar episódios, exigindo respostas rápidas e direcionadas.

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Entre as recomendações estão fortalecer a identificação precoce, ampliar a capacidade física dos serviços, priorizar intervenções nas localidades mais expostas e investir em formação contínua para equipes multiprofissionais, além de integrar vigilância, saneamento e educação em saúde. O material servirá de base técnica para priorização e não substitui ações locais imediatas, já que os números referem-se a notificações registradas no período e não à incidência em tempo real.

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