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Reservatórios de SP caíram ao menor nível em 10 anos

Os mananciais que atendem à Região Metropolitana de São Paulo atingiram o ponto mais baixo registrado em um 19 de junho na última década no Sistema Integrado Metropolitano, que abastece a Grande São Paulo; a constatação refere-se a 19 de junho de 2025 e ocorre por causa da recuperação pós-verão insuficiente, com chuvas irregulares e um período prolongado de estiagem que reduziram os estoques e acionaram ajustes operacionais.

Os dados de 19 de junho de 2025 mostram que o conjunto de reservatórios do Sistema Integrado Metropolitano operava com cerca de 53,4% da capacidade útil, um patamar significativamente inferior ao observado em igual corte de 2023, quando estava em torno de 81,9%. Entre os subsistemas, o Cantareira, responsável por parcela relevante do abastecimento da Grande São Paulo, encontrava-se com menos de 40% do volume, influenciando decisões técnicas e operacionais.

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A recuperação pós-verão foi insuficiente devido a chuvas irregulares e um período prolongado de estiagem; nos três meses os volumes caíram em setenta e três dos noventa dias, mesmo com precipitações que não compensaram o déficit. Esse padrão revela um acúmulo de déficit hídrico agravado pela evaporação e pela distribuição desigual das precipitações. Em resposta, o governo estadual passou a dar maior peso ao comportamento do Cantareira nos gatilhos, o que pode antecipar restrições localizadas.

Medidas e efeitos esperados

Entre as ações anunciadas estão novos critérios para economia que podem ativar restrições rapidamente quando o Cantareira se mantiver crítico, e a ampliação da redução de pressão noturna para preservar volumes e diminuir perdas. Essas medidas tendem a prolongar períodos com menor pressão, afetando imóveis sem reservação e bairros em pontos altos, que ficam mais vulneráveis a interrupções temporárias.

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Técnicos recomendam combinação de gestão operacional e medidas domésticas de economia, como conserto de vazamentos, uso racional de eletrodomésticos e enchimento de caixas d’água quando houver pressão. O monitoramento seguirá intensificado e a adoção de medidas adicionais dependerá, naturalmente, da evolução dos níveis.

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