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Empresa lavou R$ 200 milhões em estanho e devastou a Amazônia

White Solder é alvo de ação penal e civil por suposto esquema de recepção, refino e “branqueamento” de minério ilegal, com unidades administrativas em Ribeirão Preto (SP) e ramificações em Manaus, Ariquemes e frentes de extração na Terra Yanomami, Roraima; autoridades federais afirmam que o grupo atuou para favorecer o comércio ilícito de cassiterita e a comercialização de estanho, utilizando métodos estruturados para burlar controles ambientais e fiscais, segundo a denúncia apresentada nesta fase da investigação.

Investigações federais descrevem em detalhes a operação de recepção, refino e “branqueamento” de cassiterita atribuída à White Solder entre 2020 e 2025, com núcleos administrativos em Ribeirão Preto e ramificações operacionais em Manaus, Ariquemes e na Terra Yanomami, em Roraima.

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Relatórios apreendidos pela polícia apontam escoamento clandestino superior a 525 toneladas apenas entre maio e agosto de 2021 e movimentações financeiras estimadas em pelo menos duzentos milhões de reais no período alvo. Mensagens interceptadas, livros contábeis e registros bancários traçam a logística da cadeia, descrevendo uso de aviões, pistas clandestinas e coordenadores de campo identificados por cargos e apelidos.

Uma cooperativa fantasma em Boa Vista teria emitido notas frias para mascarar a origem do minério e recebido quantias substanciais, quase inteiramente provenientes da White Solder, antes do beneficiamento em unidades industriais de Rondônia. O Ministério Público Federal em Manaus e demais autoridades destacam fragilidades nos mecanismos de traçabilidade e auditoria que possibilitaram a entrada do metal em cadeias internacionais com documentação falsificada e selos de conformidade supostamente válidos.

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A denúncia aceita pela 4ª Vara Federal de Roraima inclui pedido de indenização de um vírgula sete bilhões de reais com caráter reparatório e pedagógico, visando danos ambientais, patrimoniais e coletivos. A tese jurídica sustenta responsabilidade objetiva e solidariedade das empresas compradoras, que agora precisam demonstrar diligência efetiva na cadeia de fornecimento. Comunidades indígenas relatam invasões intensificadas, degradação ambiental e uso de maquinário pesado e mercúrio em garimpos, circunstâncias que embasam pedidos de reparação e medidas cautelares em curso e investigação internacional.

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