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Pesquisas mostram quem controla as bets que rodam o Brasil

Levantamento divulgado em 7 de setembro de 2026 revela quem controla as plataformas de apostas que atuam no Brasil, com base em dados oficiais e contratos; a apuração concentrou-se no território brasileiro para esclarecer a origem dos grupos, os fluxos financeiros e apontar riscos regulatórios e econômicos, com o objetivo de aumentar a transparência sobre um setor que opera sob autorizações governamentais e fiscalização.

Reportagem compilou contratos e registros societários junto ao Ministério da Fazenda e cruzou essas informações com bases cadastrais. O resultado aponta que 82 empresas respondem por 188 sites autorizados a operar no país, com maioria sob controle estrangeiro: 43 grupos versus 39 de origem nacional. Para mensurar intensidade financeira, usou-se a métrica Gross Gaming Revenue (GGR), que calcula a receita bruta das casas, subtraindo prêmios pagos do total apostado.

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Em 2025, o ranking de GGR mostra Betano na liderança com US$ 1,429 bilhão, seguida por Bet365 (US$ 741 milhões) e Sportingbet (US$ 540 milhões), todas ligadas a grupos estrangeiros. Também aparecem entre os maiores: Superbet (Romênia), Betnacional — criada no Brasil, mas com participação majoritária da Flutter desde 2025 —, Esportes da Sorte, 7Games e Onabet. A apuração detalha movimentos societários: marcas que nasceram localmente e depois foram adquiridas por multinacionais e outras que desembarcaram sob controle externo. Casos controversos incluem a Esportes da Sorte, associada a um empresário investigado na Operação Integration em 2024, e a compra da NSX Group pela Flutter.

A reportagem ainda acompanhou uma imagem gerada por inteligência artificial a partir de reproduções de redes sociais, levantando questões sobre direitos de imagem e verificação de fontes. Autoridades confirmam que as plataformas listadas constam em registros oficiais e operam sob autorização, mas há vigilância por suspeitas que indicam risco de lavagem de dinheiro. O conjunto de dados expõe concentração de receita em poucas marcas e reforça a necessidade de aperfeiçoamento regulatório para proteger consumidores e o erário.

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