O MSG Gov é um mensageiro oficial do Executivo, lançado na terça-feira, 8 de setembro de 2026, desenvolvido no âmbito da transformação digital da agência de inteligência para uso dentro da administração federal. Criado para substituir a solução anterior, tem por objetivo aprimorar a comunicação segura entre órgãos vinculados ao Sisbin e opera em Android e iOS, combinando duas camadas criptográficas para proteger trocas de textos, áudios, imagens, documentos e chamadas.
O novo mensageiro, destinado ao uso exclusivo de integrantes do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin), opera em aparelhos com Android e iOS e permite troca de textos, áudios, imagens, documentos e chamadas. Segundo a apresentação, a ferramenta passou por testes internos antes da distribuição oficial e chega para substituir uma solução anterior que foi descontinuada. A autorização para uso será progressiva e priorizará servidores lotados em órgãos centrais, permanentes e dedicados, incluindo agências, ministérios, polícias federais e autarquias com atribuições estratégicas.
Funcionamento e segurança.
A arquitetura de segurança combina duas camadas criptográficas: um algoritmo de autoria estatal, desenvolvido em parceria entre um órgão federal de tecnologia e uma universidade pública do Nordeste, e uma solução comercial complementar cujos detalhes não foram divulgados. Essa combinação, dizem os responsáveis, exige procedimentos especiais para acesso, manutenção, armazenamento, transferência e descarte das mensagens, em conformidade com a legislação sobre sigilo e com normas administrativas internas.
O uso do MSG Gov é restrito a finalidades institucionais, com preferência por aparelhos corporativos; cada usuário responde por suas credenciais e precisa de autorização de segurança ou assinatura de termo de sigilo. Aparelhos pessoais só serão aceitos mediante análise da alta gestão e viagens ao exterior demandam autorização e controle físico do dispositivo. Embora não substitua comunicações externas abertas ao público, a iniciativa integra um esforço maior de modernização que pode afetar contratos, compras públicas e a interoperabilidade entre plataformas governamentais. Fonte: Mobile Bit.
