Estudos publicados em 2026 por equipes de universidades e institutos ao redor do mundo investigaram se o café prejudica o aparelho digestivo e a microbiota humana, com a finalidade de esclarecer mitos difundidos; as pesquisas reuniram dados clínicos e experimentais sobre o consumo da bebida, inclusive em jejum, e indicam que, para a maioria das pessoas sem lesões gástricas pré-existentes, o café não altera significativamente o ambiente gástrico nem aumenta a porosidade intestinal, embora se recomende cautela para quem apresenta úlceras ou inflamação.
Estudos publicados em 2026 por equipes de universidades e institutos ao redor do mundo reuniram dados clínicos e experimentais para avaliar efeitos do café sobre o aparelho digestivo e a microbiota. A análise combinou exames endoscópicos, testes de permeabilidade intestinal, avaliações da composição microbiana e ensaios laboratoriais sobre compostos bioativos presentes na bebida. Em sujeitos sem doença gástrica pré-existente, os achados não mostraram alteração significativa do pH gástrico nem aumento da permeabilidade intestinal após consumo de café em jejum. Além disso, vários fenólicos e outros constituintes demonstraram propriedades anti-inflamatórias e efeitos que favorecem processos de reparação da mucosa.
Detalhes e recomendações
Pesquisadores ressaltam que a acidez do café é moderada quando comparada ao ambiente extremamente ácido do estômago, e que a barreira intestinal é mantida por mecanismos celulares complexos que não parecem ser fragilizados pelo consumo habitual. As conclusões principais incluem a ausência de evidência consistente de dano direto à flora intestinal em consumidores habituais e a recomendação de cautela para pessoas com úlceras ativas, gastrite intensa ou erosões.
Para a maioria, beber café ao levantar é aceitável; contudo, indivíduos sensíveis à cafeína podem apresentar piora de refluxo, palpitações ou ansiedade. Consumo moderado — em geral, duas a três xícaras diárias — é apontado como prudente. Deve-se procurar atendimento médico diante de dor intensa, vômito com sangue ou fezes enegrecidas. Novas pesquisas seguem em andamento, e profissionais de saúde devem ser consultados para orientações individualizadas. A comunidade científica recomenda acompanhamento contínuo das evidências antes de mudanças radicais nos hábitos de consumo com médicos.
