Em 2025, uma notável iniciativa educacional floresceu no Ceti Cônego Cardoso em Castelo do Piauí, a aproximadamente 190 quilômetros de Teresina. Este programa transforma o cultivo da terra em ferramenta pedagógica central, com o propósito de enraizar preceitos de convivência harmoniosa com o planeta e capacitar jovens protagonistas, mostrando na prática como o aprendizado pode reconfigurar a realidade.
Este espaço verde na escola funciona como um dinâmico centro de aprendizado ecológico. Os jovens participantes gerenciam integralmente o ciclo produtivo, desde a preparação do substrato e a semeadura até a colheita final, abrangendo adubação e manejo. A coordenação é exercida pelo corpo discente, com apoio da direção e supervisão técnica. Diogo, um dos participantes, destaca o aprendizado vivencial, como podar frutíferas e prevenir pragas, fortalecendo sua conexão com a natureza. A produção inicial de melões expandiu-se para frutos rasteiros rubros e passionárias, usados no consumo interno, promovendo nutrição e pertencimento.
O impacto do projeto superou os muros escolares. Em evento de inovação, alunos apresentaram um conceito de sítio cultivado inteligente, utilizando sensores de umidade e reuso de água de ar condicionado. Com apoio de iniciação científica e colaboração com entidade de pesquisa, estudaram pequenos cultivadores locais por doze meses, analisando bases econômicas e buscando resiliência sustentável. O Secretário de Educação, Washington Bandeira, ressalta como essa interação direta com o ambiente local reforça o vínculo dos alunos com sua região, mostrando que o conhecimento constitui um vetor de mudança potente.
Essa imersão prática inspirou a aluna Lulla Miguel a dar um passo adiante. Com base em sua conexão com a terra e o cultivo, ela formulou o plano “Unidades Educacionais Adaptadas ao Clima Através da Agroecologia e Reflorestamento”, qualificando-a para participar da edição de 2025 de um fórum de simulação legislativa de jovens líderes. Sua proposta visa converter escolas em núcleos disseminadores de conhecimento ambiental, com áreas verdes de biodiversidade nativa e práticas de cultivo sustentáveis, alinhado à Agenda 2030 e à conferência climática no Brasil. Lulla deseja que a escola transcenda o papel de repositório de informações, tornando-se um ambiente de ação, percepção ecológica e conexão profunda com a sua terra natal.
