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Brasil tira 8,6 milhões da pobreza e bate recorde; entenda o motivo

Em uma notícia marcante para o Brasil, o ano de 2024 registrou um avanço social histórico, com mais de 8,6 milhões de cidadãos superando a linha da pobreza em todo o território nacional. Divulgado no início de 2025, um levantamento da principal agência de estatísticas do país revela como a melhora foi impulsionada por uma combinação da revitalização do mercado de trabalho e da ampliação de programas sociais, resultando na menor proporção de pessoas em situação de pobreza em mais de uma década.

A magnitude dessa transformação fica evidente nos números: a fatia da população vivendo com recursos limitados encolheu de 27,3% para 23,1% em apenas um ano. Isso significa que o contingente de indivíduos com uma renda diária inferior ao parâmetro internacional de US$ 6,85 diminuiu para 48,9 milhões.

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Este é o terceiro ano consecutivo de melhorias, consolidando uma recuperação robusta após os desafios da crise sanitária, que elevou o índice a um pico alarmante de 36,8% em 2021. Especialistas apontam que o dinamismo na geração de empregos e a consolidação de mecanismos de distribuição de recursos, como o aprimorado Bolsa Família, foram os motores da mudança.

A extrema pobreza, que aflige aqueles com menos de US$ 2,15 diários, também registrou um recuo notável, com quase dois milhões de pessoas transcendendo essa condição, fazendo o índice cair para 3,5%, o mais baixo já documentado.

Desafios Persistem Apesar do Progresso

Apesar do cenário positivo, o progresso não se distribuiu de maneira uniforme. As assimetrias geográficas persistem, com as regiões Norte e Nordeste apresentando indicadores de carência materiais substancialmente superiores à média nacional.

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A clivagem também se manifesta em recortes étnicos, onde populações preta e parda enfrentam taxas de vulnerabilidade mais elevadas. Contudo, um alento surge no principal medidor de concentração de riqueza, o Índice de Gini, que alcançou seu menor patamar desde 2012, sinalizando uma discreta diminuição da desigualdade de rendimentos. Simulações indicam que, sem as políticas de amparo social, essa disparidade seria consideravelmente maior, reforçando o papel vital do Estado na promoção da equidade social.

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