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Desemprego cai para 7,6% no trimestre, atingindo menor taxa desde 2015, segundo IBGE

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De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa de desemprego no Brasil no trimestre móvel encerrado em outubro foi de 7,6%. Isso representa uma redução de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, que tinha uma taxa de desocupação de 7,9%. Além disso, esse é o menor índice desde fevereiro de 2015.

Nesse período, houve uma queda no número absoluto de desempregados, com uma diminuição de 3,1% em comparação com o trimestre anterior. Agora existem 8,3 milhões de pessoas desocupadas no país, o menor contingente desde abril de 2015. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve uma redução ainda mais significativa, com 763 mil trabalhadores a menos desempregados.

Por outro lado, a população ocupada teve um aumento de 0,9%, alcançando um recorde histórico de 100,2 milhões de pessoas empregadas. No acumulado do ano, houve um incremento adicional de 0,5%, representando um acréscimo de 545 mil trabalhadores ocupados.

Com esses dados positivos sobre a ocupação da população em idade de trabalho, a taxa da ocupação foi estimada em 57,2%, apresentando um aumento de 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Em comparação ao mesmo período do ano passado, houve estabilidade nesse indicador.

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Empregos formais e trabalhadores por conta própria

Outro dado relevante divulgado pelo IBGE é o número de empregados com carteira assinada no setor privado, excluindo trabalhadores domésticos. Esse contingente atingiu 37,6 milhões de pessoas, a maior quantidade desde junho de 2014. Houve um aumento significativo de 1,7% em relação ao trimestre anterior e um crescimento de 992 mil empregados com carteira a mais do que no ano passado.

A coordenadora de Pesquisas por Amostra Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, ressalta que grande parte do aumento na ocupação foi impulsionada por postos de trabalho formais, sendo que cerca de 600 mil dos mais de 860 mil novos ocupados possuem carteira assinada.

Além disso, os trabalhadores por conta própria também apresentaram um crescimento significativo, alcançando 25,6 milhões de pessoas no trimestre encerrado em outubro. Houve um aumento de 1,3% em relação ao trimestre anterior. No entanto, os números referentes aos empregados sem carteira no setor privado, trabalhadores domésticos e empregadores se mantiveram estáveis nesse período.

Redução na subutilização da força de trabalho e aumento nos rendimentos

Em relação à subutilização da força de trabalho, que considera desocupados, pessoas que poderiam trabalhar mais e aquelas que não desejam trabalhar em relação ao total da população economicamente ativa, houve uma redução significativa. Atualmente são 20 milhões de pessoas subutilizadas no país e a taxa de subutilização é de 17,5%, o menor índice desde dezembro de 2015.

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Por fim, quanto aos rendimentos dos trabalhadores, verificou-se um aumento de 1,7% em relação ao trimestre anterior. O rendimento real habitual está estimado em R$2.999, apresentando uma expansão de 3,9% no acumulado do ano. Já a massa de rendimento real atingiu um valor recorde de R$295,7 bilhões, com um crescimento de 2,6% em relação ao trimestre anterior e de 4,7% na comparação anual.

Sinais de recuperação no mercado de trabalho

Com base nos dados apresentados, é possível afirmar que o mercado de trabalho brasileiro vem mostrando sinais de recuperação em diversos aspectos. Houve uma queda na taxa de desemprego, um aumento no número de empregados com carteira assinada e também na população ocupada em geral. Os rendimentos dos trabalhadores também estão em alta, o que contribui para aquecer a economia do país.

Taxa de desempregoPopulação ocupadaRendimentos dos trabalhadores
7,6%100,2 milhõesR$2.999
Redução de 0,3 p.p.Aumento de 0,9%Aumento de 3,9% no acumulado do ano
Menor índice desde fevereiro de 2015Recorde históricoMassa de rendimento real de R$295,7 bilhões

Com informações de https://g1.globo.com/economia/noticia/2023/11/30/desemprego-cai-a-76percent-no-trimestre-terminado-em-outubro-diz-ibge.ghtml

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