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Segundo economista, fim da escala 6×1 não quebrará o Brasil

Nas manifestações do Dia do Trabalhador de 2025 e nas discussões em Brasília, movimentos sociais e o Executivo colocaram no centro do debate a extinção da escala 6×1 e a adoção de jornadas mais curtas, sem cortes salariais; os atos ocorreram nas ruas de várias cidades brasileiras e no Parlamento, motivados pelo objetivo de reduzir a exaustão laboral, ampliar o tempo de convívio familiar e atualizar a legislação, e são conduzidos por meio de mobilizações, projetos de lei, emendas constitucionais e campanhas públicas durante as mobilizações e o processo legislativo.

Movimentos sociais, parlamentares e o Executivo colocaram a extinção da escala 6×1 e a adoção de jornadas mais curtas no centro das discussões. No Congresso tramitam propostas diversas: textos que preveem redução progressiva da jornada, modelos 4×3, e alternativas que fixam 40 horas semanais com dois dias de descanso; também há emendas constitucionais que apontam para 36 horas semanais de forma gradual. O Executivo lançou campanha pública para conscientizar empregadores e empregados, defendendo que a diminuição da jornada não implique corte de salários.

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O panorama real dos trabalhadores revela desafios numéricos: cerca de 50 milhões de empregados regidos pela CLT, aproximadamente 37 milhões cumprem 44 horas, em torno de 26 milhões não recebem horas extras e quase 15 milhões seguem a escala 6×1, incluindo cerca de 1,4 milhão de trabalhadoras domésticas. Especialistas afirmam que redução de jornada pode ampliar a massa salarial e o consumo, beneficiando a economia e reduzindo o desalento.

Quanto aos impactos práticos, no curto prazo empresas, especialmente micro e pequenas, terão de ajustar operações e folha; no médio prazo o aumento do consumo tende a compensar custos. Economistas consultados dizem que a medida dificilmente “quebrará” o país e que o crescimento da demanda pode sustentar empregos.

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A aprovação depende do ritmo de tramitação no Congresso, de votações em comissões e do empenho de sindicatos, empresários e Executivo. Mobilizações, negociações e campanhas informativas serão decisivas para formatar a versão final que chegará ao texto legal. Prazos e detalhes dependem também de acordos setoriais e negociações coletivas amplas.

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