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Descubra as novas metas para controlar seu colesterol e proteger o coração.

A principal agremiação de cardiologistas do Brasil emitiu, em outubro de 2025, um novo protocolo clínico para o manejo de gorduras no sangue. A atualização, que ocorreu em todo o território nacional, visa intensificar a prevenção contra infartos e derrames ao redefinir as metas de colesterol para pacientes.

Coordenada pela especialista Fabiana Rached, a medida representa uma mudança significativa na abordagem terapêutica, buscando uma proteção cardiovascular mais robusta para a população.

A mudança mais substancial das novas diretrizes está na redefinição dos alvos para o colesterol LDL, conhecido como “colesterol ruim”. Para pessoas de baixo risco cardíaco, a meta foi reduzida para um teto de 115 mg/dL, sinalizando uma abordagem mais rigorosa na prevenção primária.

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Para os grupos de maior vulnerabilidade, os objetivos tornam-se progressivamente mais estritos: inferior a 100 mg/dL para risco intermediário, abaixo de 70 mg/dL para o risco elevado e menos de 50 mg/dL para o muito elevado, mantendo um controle mais apertado conforme o perigo aumenta.

Nova Categoria de Risco Extremo

Uma das inovações de maior impacto é a criação da categoria de “perigo cardiovascular extremo”. Pacientes classificados neste grupo agora têm a meta mais rigorosa já estabelecida, com a necessidade de manter o LDL abaixo de 40 mg/dL.

O cardiologista Bruno Valdigem, um dos porta-vozes da atualização, destacou que o documento também aprimora a estratificação de risco e oferece orientações clínicas para indivíduos com intolerância às estatinas, medicamentos essenciais nesse controle.

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Outro ponto crucial foi a elevação do colesterol não-HDL, que inclui todas as partículas de colesterol prejudiciais, ao status de alvo terapêutico primário, com importância equivalente à do LDL. Com isso, os médicos passam a ter dois indicadores principais para guiar o tratamento, e o limite para este marcador em pessoas de baixo risco foi fixado em 145 mg/dL.

A finalidade dessas revisões é garantir uma avaliação clínica mais precisa e equipar os médicos com estratégias preventivas mais eficazes, consolidando uma nova era na proteção da saúde do coração no país.

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