Taxa de desemprego recuou para 5,2% no Brasil no trimestre que terminou em novembro de 2025, porque o mercado de trabalho se aqueceu com mais pessoas empregadas e ganhos médios reais maiores, reduzindo a pressão por vagas; o resultado foi alcançado por meio da expansão de contratações, inclusive formais, e elevação dos rendimentos.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a taxa de desemprego chegou a 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, marcando o menor nível desde o início da série da PNAD Contínua, em 2012.
Aproximadamente 5,6 milhões de pessoas estavam desocupadas, enquanto o total de ocupados atingiu 103,2 milhões, elevando a taxa de ocupação para 59,0%. Os rendimentos também avançaram: o salário médio real habitual foi de R$ 3.574 e a massa de rendimentos somou R$ 363,7 bilhões.
A subutilização recuou para 13,5%, com 15,4 milhões de pessoas nessa condição. A formalização alcançou recorde, com 39,4 milhões de trabalhadores com carteira assinada, e o número de trabalhadores por conta própria chegou a 26 milhões.
Setores como administração pública, educação, saúde e serviços sociais impulsionaram quase 500 mil vagas, enquanto transporte e logística também cresceram na comparação anual; o trabalho doméstico registrou queda.
A redução do desemprego é explicada pela ampliação de vagas, maior contratação formal e aumento dos ganhos reais, que reduziram a pressão por ocupação imediata. Apesar dos sinais positivos, a recuperação não garante estabilidade futura: inflação, políticas econômicas e choques externos podem alterar o cenário.
A informalidade diminuiu, mas persiste como desafio estrutural, exigindo políticas que ampliem vagas de qualidade. Em termos distributivos, a elevação salarial beneficia empregados com carteira e parcela dos autônomos, mas a consolidação do mercado depende de investimento, demanda sustentável e melhorias na qualificação da força de trabalho. Medidas de capacitação e políticas salariais serão essenciais nos próximos anos imediatos.
