O Centro Especializado de Atendimento às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista do Piauí (Cetea) vem registrando crescimento do atendimento no estado do Piauí: nos meses recentes de dezembro e janeiro foram registradas 4.956 ocorrências, sendo 2.839 procedimentos somente em janeiro, um aumento de 34% em relação ao mês anterior, reflexo, segundo a direção, do aprimoramento das rotinas internas, do fortalecimento de protocolos e da melhor organização dos fluxos de encaminhamento.
Em poucos meses de operação, o Cetea consolida-se como polo regional para diagnóstico, intervenções terapêuticas e acompanhamento contínuo de pessoas com TEA. A unidade oferece 13 especialidades, com destaque para psicologia, fonoaudiologia e psicopedagogia, áreas que responderam por 1.356 consultas no mês de maior movimento.
O aumento da procura é atribuído à integração entre profissionais, ao aperfeiçoamento da escuta clínica e à organização dos processos internos, que possibilitaram maior capacidade de atendimento sem comprometer a qualidade dos cuidados.
O funcionamento inclui triagem inicial, avaliação multiprofissional e elaboração de plano terapêutico individualizado que prioriza comunicação, controle emocional, aprendizagem e habilidades sociais. Além do atendimento clínico, a equipe realiza encaminhamentos para estratégias educacionais e apoio familiar, buscando articulação com serviços da rede e escolas para promover inclusão e continuidade do cuidado.
Como acessar e dúvidas frequentes
O acesso é feito exclusivamente por meio de regulação estadual: a pessoa com suspeita ou diagnóstico deve procurar a Unidade Básica de Saúde para solicitar encaminhamento ao Regula Piauí. O agendamento segue a organização da rede e as vagas disponíveis. O serviço é público e gratuito; o tempo de espera varia conforme a demanda regional, e a coordenação monitora listas e negocia ampliações com a Secretaria de Saúde.
Para manter o avanço, especialistas recomendam investimentos em formação continuada, ampliação de vagas, integração com escolas, uso de tecnologias de apoio e programas de capacitação familiar. A interlocução entre gestores, sociedade civil e pesquisadores é apontada como caminho para acelerar melhorias e garantir sustentabilidade do serviço, cujo crescimento depende de recursos, expansão de capacidade e treinamento permanente das equipes.
