Uma campanha nacional promovida no dia 19 de maio em todo o Brasil alerta para a importância de conscientizar sobre as dores de cabeça e de buscar atendimento especializado quando os episódios se tornam recorrentes, por meio de ações informativas, orientações médicas e mobilização popular do movimento Maio Bordô, cujo objetivo é identificar causas que vão de hábitos cotidianos a doenças que exigem avaliação, e reduzir o impacto social e profissional do sintoma.
As cefaleias atingem uma parcela significativa da população mundial e estão entre as principais condições neurológicas. A enxaqueca, sobretudo, é fonte importante de incapacidade, com maior prevalência em mulheres. Embora muitas dores de cabeça sejam benignas — por exemplo, as associadas à tensão muscular —, existem situações que exigem investigação, como infecções, alterações estruturais ou problemas vasculares.
Entre os sinais de alerta estão o aumento da frequência das crises, mudança no padrão, início súbito e muito intenso, dor fora do padrão habitual, perda visual, alteração da fala ou fraqueza, confusão, perda de consciência e desequilíbrio; esses sintomas demandam avaliação urgente. Fatores do estilo de vida podem precipitar ou agravar episódios: alimentação irregular, jejuns prolongados, ingestão excessiva de álcool, sedentarismo, tabagismo, sobrepeso, estresse e transtornos emocionais.
Disfunções da face e mandíbula também contribuem; por isso, o manejo costuma ser interdisciplinar — envolvendo neurologista, dentista, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta e enfermeiro. Um erro comum é a automedicação repetida: o uso frequente de analgésicos pode causar cefaleia por uso excessivo de medicação e atrasar diagnósticos.
Especialistas avaliam estratégias preventivas quando as crises passam de duas por mês; recomenda-se procurar especialista se houver três ou mais episódios mensais por três meses consecutivos ou sinais de alarme. As opções terapêuticas variam: medicamentos profiláticos, mudanças de estilo de vida, bloqueios nervosos, neuromodulação periférica, toxina botulínica, acupuntura e intervenções odontológicas.
A mobilização Maio Bordô pretende reduzir o preconceito em torno do sintoma e estimular a busca por tratamento individualizado, para minimizar o impacto na vida profissional, social e afetiva e melhorar o tratamento.
