Até fevereiro de 2025, no Brasil, foi registrado um crescimento do comprometimento financeiro das famílias provocado pela combinação de juros altos, crédito rotativo oneroso e despesas correntes, situação que fez com que parte relevante da renda fosse destinada ao pagamento de dívidas e parcelamentos, pressionando orçamentos domésticos e reduzindo o consumo.
Relatórios oficiais e entrevistas de campo mostram que quase metade das famílias brasileiras possui algum tipo de débito, e cerca de 30% do rendimento mensal já é destinado ao pagamento de obrigações.
A combinação de juros elevados, com o rotativo do cartão ultrapassando 400% ao ano em março, e despesas correntes que consomem grande parte da renda criou um cenário em que parcelas mensais corroem o orçamento e restringem compras.
Nos primeiros meses de 2025 houve movimentação bilionária no crédito rotativo, sinal de que consumidores recorrem ao instrumento apesar do custo oneroso. O impacto é amplo: redução do consumo afeta comércio local e serviços, aumenta a vulnerabilidade de famílias sem reserva e gera pressão política por medidas de alívio.
O governo vem negociando acordos com bancos para descontos robustos e pacotes que prometem abatimentos em determinadas condições, mas detalhes e critérios ainda não foram formalizados pelo Executivo. Especialistas recomendam cautela: antes de aceitar acordos, simular cenários e confirmar que a renegociação reduz o custo total ou melhora o cronograma.
Usar o FGTS pode quitar dívidas, mas elimina reserva para demissão ou aposentadoria. É prioritário pagar encargos com juros maiores, como rotativo e cheque especial, e negociar os demais buscando alongamento e queda de juros.
Há risco de armadilhas comerciais, por isso exigir todas as condições por escrito e comparar propostas é essencial. O problema exige solução combinada entre políticas públicas, regulação de taxas, renegociação organizada e educação financeira para reduzir risco e restabelecer a capacidade de consumo das famílias. Urgente.
