O monitor de sono desenvolvido pela Condor Instruments embarcou na missão Artemis II, dentro da cápsula Orion, em 1.º de abril de 2025, com o objetivo de acompanhar padrões de descanso, atividade e interação da tripulação e reduzir riscos fisiológicos e cognitivos gerados pela ausência do ciclo natural de luz e escuridão no espaço profundo; o aparelho, em formato de relógio, foi incorporado pela Nasa ao estudo Archer e registra movimento, iluminação espectral e temperatura cutânea para reconstruir o ritmo circadiano.
O monitor de sono desenvolvido pela Condor Instruments, liderada pelo engenheiro Rodrigo Trevisan Okamoto, embarcou na missão Artemis II a bordo da cápsula Orion em 1º de abril de 2025. O dispositivo, semelhante a um relógio de pulso, integra sensores de movimento, ópticos e de temperatura cutânea para reconstruir o ritmo circadiano dos astronautas e avaliar os efeitos da exposição à radiação e aos ciclos luminosos irregulares sobre sono e desempenho.
A Nasa incluiu o equipamento no estudo Archer (Artemis Research for Crew Health and Readiness) para mapear como rotina confinada e alterações ambientais influenciam atenção, tomada de decisão e capacidades motoras. Técnicos explicam que sensores de movimento detectam intensidade e frequência dos deslocamentos do braço; algoritmos processam os dados para distinguir repouso e atividade.
Sensores ópticos cobrem faixas espectrais e quantificam a componente melanópica, próxima a 490 nm, que afeta a supressão da melatonina e a vigília. A medição contínua da temperatura cutânea completa o quadro: uma queda entre 1 e 2 °C costuma anteceder o início do sono, sinal útil para modelos circadianos.
O aparelho é não invasivo, possui botão para marcação de eventos e passou por testes experimentais com tripulação nos dois anos anteriores ao lançamento. Em paralelo à missão, a Condor já produz unidades comerciais exportadas para universidades e centros internacionais em centenas de exemplares mensais.
Além do uso espacial, a tecnologia tem aplicação em estudos clínicos e ambientes extremos, contribuindo para intervenções que melhorem higiene do sono e segurança em missões de longa duração humana.
