Um raro encontro celeste ocorreu na quarta-feira, 17 de janeiro de 2025: no céu voltado para o oeste de várias cidades brasileiras, em especial Itapetininga (SP), Vênus alinhou-se com a Lua crescente, acompanhado por Mercúrio e Júpiter, fenômeno perceptível a olho nu logo após o entardecer por causa da projeção geométrica que aproximou os astros no mesmo campo de visão e, em pontos específicos, a Lua chegou a ocultar Vênus por alguns minutos.
Moradores do interior paulista, especialmente em Itapetininga (SP), foram protagonistas de registros que documentaram a conjugação de Vênus, Lua crescente, Mercúrio e Júpiter vista na noite de 17 de janeiro de 2026, claramente voltada para o oeste logo após o crepúsculo. Rodrigo Raffa, professor de física e responsável pelo Clube de Astronomia Centauri, explicou que a aproximação aparente dos quatro astros resulta da projeção geométrica e que, em pontos específicos, a superfície lunar chegou a encobrir Vênus por alguns minutos, caracterizando uma ocultação, um episódio raro e diferente de um eclipse.
O fenômeno foi visível a olho nu em céus limpos e com horizonte desobstruído; binóculos simples e câmeras com lente de zoom facilitaram a observação e a documentação. Fotógrafos amadores e grupos locais compartilharam imagens nas redes, ampliando o alcance do evento e contribuindo com registros úteis para ciência cidadã. Instituições de ensino aproveitaram a oportunidade para promover atividades educativas, palestras e sessões de observação pública, reforçando a importância da alfabetização científica na comunidade. Quanto à segurança, especialistas lembraram que olhar para o céu noturno não oferece risco à visão.
Observadores interessados devem buscar a direção oeste logo após o entardecer, preferir exposições curtas, ISO moderado e uso de tripé para sequências que capturem possíveis ocultações. O alinhamento é temporário e de aparência; embora incomum reunir três planetas visíveis com uma Lua tão tênue, não há implicações terrestres. Fique atento a novas janelas de observação, como passagens da Estação Espacial Internacional, para continuar redescobrindo o céu da região.
