O Fundo Monetário Internacional apresentou, na Consulta do Artigo 4º, divulgada em 23 de julho de 2026, estimativas para o Brasil: crescimento de 2,4% em 2026, inflação (IPCA) de 5,6% ao fim do ano e dívida bruta de 97,8% do PIB; a avaliação, direcionada ao país, visa avaliar vulnerabilidades e sugerir medidas para restaurar a sustentabilidade das contas públicas diante de ganhos temporários com petróleo e riscos geopolíticos.
O Fundo Monetário Internacional detalha, na Consulta do Artigo 4º, divulgada em 23 de julho de 2026, projeções e recomendações para a trajetória das finanças públicas brasileiras. O relatório reconhece que a elevação do preço do petróleo tem aliviado a desaceleração econômica global e impulsionado receitas, mas alerta que esses ganhos são voláteis e insuficientes para estabilizar a dívida sem medidas fiscais.
Em um cenário sem ajuste, a dívida bruta, já estimada em 97,8% do PIB, tenderia a subir na próxima década; com um ajuste fiscal equivalente a 3 pontos do PIB entre 2026 e 2031, o FMI projeta queda da relação dívida/PIB para cerca de 85% em 2031, em vez de manter-se acima de 105% no cenário-base.
A instituição também prevê crescimento do PIB de 2,4% em 2026 e inflação (IPCA) de 5,6% ao fim do ano, com retorno da inflação à meta de 3% apenas por volta de meados de 2028, o que recomenda manutenção de tom cauteloso da política monetária. Entre as recomendações gerais estão corte de benefícios fiscais pouco eficientes, revisão de vínculos de reajuste ao salário mínimo e reavaliação de pisos constitucionais em saúde e educação, segundo análise de custo-benefício.
O relatório destaca riscos externos, como nova escalada no Oriente Médio e tensões comerciais, lembrando que a China representou cerca de 30% das exportações em 2025. O FMI não aponta aumentos tributários específicos; decisões dependerão do debate político. O Banco Central reagiu elogiosamente, ressaltando a necessidade de reforço institucional e de instrumentos para enfrentar choques econômicos.
