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Após acordo, dono do Facebook pressiona TikTok e YouTube a proteger jovens

A empresa proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp veiculou anúncios de página inteira em grandes jornais norte-americanos entre 27 e 29 de agosto, buscando que concorrentes adotem padrões de proteção a adolescentes equivalentes aos que ela assumiu, com a intenção de evitar que controles isolados percam eficácia caso jovens migrem para plataformas menos restritas.

A companhia lançou em massa uma campanha de página inteira em cadernos nos Estados Unidos entre 27 e 29 de agosto, com anúncios publicados em jornais como New York Times, Washington Post, Los Angeles Times, Wall Street Journal e New York Post. A iniciativa teve como objetivo explícito pressionar concorrentes — a plataforma de vídeos curtos e o ambiente de vídeos longos — a adotarem padrões de proteção a adolescentes equivalentes aos que a empresa assumiu após firmar um acordo multibilionário com autoridades estaduais.

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Segundo porta-vozes, a intenção não foi apenas demonstrar boa-fé perante reguladores, mas também evitar que medidas isoladas percam eficácia caso jovens migrem para redes menos restritas. A estratégia combinou visibilidade e cálculo jurídico: ocupar espaços da imprensa para moldar o debate sobre responsabilidade digital, reduzir riscos reputacionais e mitigar litígios. Entre as propostas técnicas que a empresa destacou estão perfis com privacidade por padrão, limites de tempo e alertas de uso, restrição de publicidade personalizada para menores e ferramentas de moderação e relatórios sobre impacto em jovens.

Especialistas lembram que a adoção por concorrentes dependerá de custos, modelos de receita e pressão regulatória, portanto a convergência não é garantida. Para famílias, mudanças concretas só ocorrerão se as plataformas implementarem controles padrão e transparência. Em termos legais, a iniciativa pode reduzir novos processos, mas não encerra o escrutínio público nem ações judiciais. No fim, a campanha tenta transformar um compromisso individual em norma coletiva, mas seu sucesso exige cooperação setorial e vigilância contínua de órgãos públicos e sociedade civil.

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