Decisão anunciada pela empresa proprietária do principal serviço de mensagens determina que, a partir de 1 de outubro de 2026 no Brasil, será cobrado por cada mensagem enviada por contas corporativas que usam a API oficial; a justificativa apresentada é reestruturar o faturamento das interações comerciais e impulsionar o uso de um produto alternativo, o que obriga empresas e times a reorganizarem orçamentos e jornadas de atendimento.
A mudança passa a vigorar em 1 de outubro de 2026 no Brasil e altera também o modelo nacional de cobrança do serviço de mensagens usado por empresas. Em vez de taxar apenas contatos iniciados por empresas, a norma passa a cobrar por cada mensagem enviada por contas corporativas que utilizam a API oficial, independentemente de quem iniciou.
A justificativa é reestruturar o faturamento das interações comerciais e incentivar a migração para um produto alternativo com cobrança distinta. Na prática, equipes de suporte e vendas terão de contabilizar tarifas para envios rotineiros, como códigos de verificação, confirmações de pedido e respostas automáticas. A ausência de descontos por volume implica que maior frequência de mensagens resultará em aumento proporcional dos custos operacionais, pressionando margens, especialmente em negócios orientados por alto engajamento.
O curto prazo para adaptação exige revisão de orçamentos, replanejamento de jornadas do cliente e testes de estresse para picos sazonais. Especialistas em direito digital apontam possibilidade de questionamentos regulatórios sobre abuso de posição dominante e práticas anticompetitivas. Muitas empresas buscarão alternativas — SMS, e-mail, RCS, formulários em sites ou apps próprios — ou estratégias híbridas para reduzir envios sem degradar a experiência.
Parte do aumento tende a ser repassada ao consumidor no curto prazo. Executivos de atendimento afirmam que impactos variarão por setor: operações com altíssimo engajamento serão as mais afetadas; outras poderão ajustar volumes mantendo níveis de serviço. A mudança obriga a repensar modelos de atendimento, equilibrando custo e qualidade, e deve estimular concorrência entre canais e debate regulatório.
