No dia 24 de fevereiro de 2026, a Anvisa autorizou a comercialização do segundo fármaco genérico à base de semaglutida no Brasil, uma caneta subcutânea de aplicação semanal disponível em quatro formulações com concentração de 1,34 mg/mL, decisão tomada pela agência para ampliar o acesso a tratamentos que controlam a glicemia e auxiliam no manejo do peso, aumentar a concorrência no mercado e potencialmente reduzir custos para pacientes.
A nova apresentação é pré-carregada, tem vida útil de 24 meses e é referência ao produto Ozivy. Trata-se do segundo genérico liberado numa semana — o primeiro foi autorizado em 17 de fevereiro — e integra um ecossistema que já reúne mais de vinte opções registradas no país. Pela legislação aplicável aos genéricos, o medicamento passou por avaliações de qualidade e bioequivalência, o que permite sua intercambialidade com o produto de referência.
Fontes indicam preço estimado em torno de R$ 260, enquanto o original circula entre R$ 400 e R$ 600, o que pode reduzir a demanda por produtos irregulares dependendo da oferta, reembolso e distribuição. A prescrição é exclusiva de médico, após avaliação clínica, e o armazenamento recomendado é em refrigeração entre 2 °C e 8 °C, antes e após o início do uso.
Como funciona e indicações
A semaglutida é um análogo do hormônio intestinal GLP-1 que estimula receptores envolvidos na regulação da glicemia e da saciedade, retardando o esvaziamento gástrico e promovendo sensação de plenitude, o que tende a reduzir a ingestão calórica e favorecer perda de peso. A administração é semanal, por caneta injetora, e a substância pode ser produzida por síntese ou por biotecnologia envolvendo leveduras.
Os genéricos são indicados para adultos com diabetes tipo 2 que não alcançam controle adequado com medidas não farmacológicas, podendo ser usados isoladamente quando metformina for inadequada ou em combinação com outros antidiabéticos. Efeitos adversos e riscos devem ser discutidos entre paciente e profissional de saúde.
