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Brasileiros ganham Ig Nobel ao pisarem 40 mil vezes em jararacas. Veja

Pesquisadores brasileiros foram agraciados com o Ig Nobel de Biologia em março de 2026, em Zurique, por um estudo que investigou como jararacas reagem ao contato humano: motivação que visava entender quais fatores aumentam a probabilidade de uma serpente atacar quando perturbada. O trabalho analisou 116 Bothrops jararaca por meio de milhares de aproximações plantares, usando botas de proteção e variando distância e tipo de estímulo para mapear resposta comportamental segundo idade, sexo, região do corpo tocada e temperatura ambiente.

Um grupo de pesquisadores brasileiros examinou 116 Bothrops jararaca em diferentes fases de vida, realizando milhares de aproximações plantares com botas de proteção e variando distância e tipo de estímulo. Em vez de centrar-se apenas no veneno, o estudo avaliou respostas comportamentais, considerando idade, sexo, região corporal tocada e temperatura ambiente. Os registros incluíram frequência de mordidas em estímulos aplicados na cabeça, no centro do corpo e na cauda, coletados em condições de campo em torno de Zurique em março de 2026.

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Os resultados mostraram que o local do toque foi crucial: toques na cabeça provocaram a maior incidência de ataques, seguidos pelo centro do corpo e pela cauda. Filhotes apresentaram probabilidade de ataque superior à de adultos, com fêmeas jovens exibindo maior reatividade. A temperatura modulou o comportamento de forma distinta por sexo: em fêmeas, ambientes mais quentes aumentaram a propensão ao bote; em machos, verificou-se o efeito oposto em certas condições noturnas. O primeiro autor sofreu múltiplas picadas e reações adversas que o afastaram temporariamente do projeto.

A publicação que divulgou o trabalho pediu retratação, citando lacunas nas autorizações éticas, sobretudo no uso de recém-nascidos e no tipo de estímulo; os autores contestaram a retratação e defenderam precedentes científicos de aproximação com o pé. Especialistas exigem replicações com aprovações claras, comitês independentes, relatórios públicos sobre cuidados e medidas de mitigação do risco. Clinicamente, os achados servem mais para prevenção e educação: calçados adequados reduzem, mas não eliminam, o risco, e são necessárias revisões imediatas de protocolos e fiscalização.

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