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PRÉ-SAL: Veja por que descoberta de óleo no Amapá reacende aposta na Margem Equatorial.

Magda Chambriard, presidente da Petrobras, anunciou na segunda-feira, dia 17, a identificação de hidrocarbonetos no poço Morpho, do bloco FZA-M-59, situado a cerca de 175 km da costa do Amapá, em lâmina d’água próxima de 2.886 metros, durante vistoria à sonda NS-42.

O achado, ocorrido em uma exploração iniciada em outubro de 2025, é destacado porque aponta para novas oportunidades na Margem Equatorial que podem compensar a redução futura da produção do pré-sal, embora esteja em fase inicial e exija testes e estudos para confirmar viabilidade técnica e econômica.

Em termos operacionais, trata-se de uma fase inicial de exploração em que a perfuração do poço Morpho registrou indícios de óleo por meio de perfis elétricos e amostras de rocha, mas ainda não há cálculo definitivo de volumes comercializáveis.

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A campanha foi iniciada em outubro de 2025 e tem custo diário estimado em US$ 1 milhão, o que eleva o dispêndio a cerca de US$ 300 milhões após aproximadamente 300 dias de trabalho. A Petrobras é operadora e detém 100% do bloco FZA-M-59, adquirido na 11.ª rodada da ANP, e já planeja as próximas etapas técnicas: delimitação de reservatórios, perfurações adicionais, testes de fluxo e estudos econômico-técnicos que determinarão viabilidade.

Do ponto de vista estratégico, o achado reforça a opção da companhia por abrir novas frentes fora do Sudeste, com foco na Margem Equatorial e em bacias do Norte e Nordeste, para tentar recompor reservas diante do envelhecimento dos grandes campos do pré-sal. Logística e orçamento são desafios relevantes: a campanha exige infraestrutura robusta e um esquema de resposta ambiental, no qual a empresa anunciou aporte aproximado de R$ 150 milhões e informou que não houve incidentes até o momento, enquanto o licenciamento segue complementar às solicitações do Ibama.

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Se os testes confirmarem sustentabilidade técnica e econômica, o novo campo poderá integrar o conjunto de ativos capazes de sustentar a produção nacional nas próximas décadas; caso contrário, permanecerá como um achado a ser monitorado. Analistas e investidores acompanharão resultados técnicos e econômicos antes de definir novos investimentos ou parcerias estratégicas.

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