O mercado de trabalho brasileiro atingiu um marco histórico no terceiro trimestre de 2025, registrando a menor proporção de pessoas em busca de emprego desde que a metodologia de apuração foi iniciada em 2012, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Essa melhora significativa, observada em todo o território nacional, decorre da combinação de um número recorde de pessoas trabalhando e de uma melhora na qualidade das vagas, consolidando a recuperação econômica do país.
A análise detalhada dos dados revela que o principal indicador, a taxa de desocupação, recuou para 5,6%, um avanço expressivo em comparação com os 6,4% registrados no mesmo período de 2024. Em termos absolutos, isso significa que o contingente de indivíduos sem uma colocação profissional diminuiu para pouco mais de 6 milhões, o menor número já documentado pela série histórica.
Essa queda robusta demonstra uma tendência consistente de absorção da mão de obra pela economia nacional. O número de pessoas efetivamente trabalhando manteve-se estável no patamar recorde de 102,4 milhões, mostrando a força e a capacidade do mercado em gerar e manter postos de trabalho.
Qualidade do Emprego e Renda em Alta
A melhora não foi apenas quantitativa. Os dados apontam para um fortalecimento da qualidade das vagas, com o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado atingindo o recorde de 39,2 milhões. Esse avanço nos vínculos formais se refletiu diretamente no poder de compra da população, com a remuneração média efetiva alcançando seu ápice de R$ 3.507, o que representa um aumento real de 4% em doze meses. Além disso, indicadores mais amplos de precariedade também cederam.
A taxa de subutilização da força de trabalho, que inclui pessoas que gostariam de trabalhar mais horas, caiu para o piso inédito de 13,9%. O número de desalentados — aqueles que desistiram de procurar emprego — encolheu para 2,6 milhões, um forte sinal de otimismo e recuperação da confiança, especialmente quando comparado ao pico de quase 6 milhões observado durante a crise sanitária no início da década.
