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Desmatamento na Amazônia cai 38% no primeiro semestre

Em 2026, o desmatamento no primeiro semestre registrou uma queda inédita na perda de cobertura vegetal da Amazônia e do Cerrado, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais: entre janeiro e junho houve alertas por satélite de 1.295 km² suprimidos na Amazônia — cerca de 38% a menos que no mesmo período de 2025 — e 3.142 km² no Cerrado, resultado atribuído à ação coordenada de órgãos federais, estaduais e municipais e ao reforço de políticas públicas nos últimos anos.

Entre janeiro e junho de 2026, os alertas por satélite apontaram 1.295 km² de floresta suprimida na Amazônia e 3.142 km² no Cerrado, totalizando 4.437 km², área próxima a três vezes o município de São Paulo. Em junho foram registrados 297 km² na Amazônia e 482 km² no Cerrado, reduções de 35% e 5% em relação a junho de 2025. O sistema de detecção por satélite usado nas operações de fiscalização fornece dados em tempo quase real para intervenções rápidas; já o censo anual, com metodologia mais refinada, consolida o balanço definitivo.

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Considerando o ciclo agosto a julho, a Amazônia acumula 2.486 km² sob aviso entre agosto de 2025 e junho de 2026, recuo de 37%, enquanto o Cerrado totaliza 4.686 km², redução de 8%. Parte do recuo decorre da estação chuvosa no início do ano, que dificulta tanto o corte quanto a obtenção de imagens claras; no entanto o pico de perdas costuma ocorrer na estação seca, entre maio e setembro.

A chegada do fenômeno El Niño eleva o risco de estiagens mais severas no Norte, Nordeste e Centro Oeste, potencializando incêndios e novos avanços da supressão vegetal. Entre os estados mais afetados no semestre destacam-se Mato Grosso com 489 km², Pará com 391 km² e Amazonas com 184 km² na Amazônia; no Cerrado lideram Maranhão com 839 km², Tocantins com 825 km² e Piauí com 368 km². Apesar dos sinais positivos, grandes áreas seguem perdidas e manutenção de fiscalização e políticas públicas é essencial para garantir tendência favorável.

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