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Especialistas alertam: Guardas armados não resolvem violência nas escolas

Casos de violência nas escolas

No dia 20 de abril de 2023, educadores foram ouvidos pela Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados sobre a violência nas escolas. Eles destacaram que medidas como a implementação de detectores de metal e segurança armada não resolvem o problema e podem até mesmo estimular os ataques.

O professor Daniel Cara, da Universidade de São Paulo, ressaltou que o ambiente escolar saudável e democrático é a melhor prevenção contra a violência nas escolas. Ele explicou que a teoria da janela quebrada mostra a correlação entre espaços deteriorados e aumento da violência. O Brasil é o segundo país com mais casos de ataques a escolas no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Transformar escolas em prisões não é solução

A professora Catarina de Almeida, da Universidade de Brasília (UnB), afirmou que transformar as escolas em prisões não é uma boa ideia. Ela citou que algumas instituições norte-americanas contam com segurança armada desde 1989 e hoje especialistas clamam por sua retirada. Embora pareça que essas medidas fortalecem a segurança, elas desencadeiam mais problemas do que soluções.

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Existem outras iniciativas mais efetivas para combater o extremismo na juventude. Entre elas está o foco em inteligência das forças de segurança. A ronda nos arredores das escolas também pode ser uma opção viável. No entanto, mudanças culturais são vitais para resolver esse problema.

Josevanda Franco, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, afirmou que a cultura armamentista não funciona porque a violência escolar reflete o que acontece na sociedade. A deputada Ana Paula Lima (PT-SC) afirmou que o aumento da violência nas escolas é um reflexo do ambiente político no Brasil nos últimos anos.

Mudança cultural e inteligência das forças de segurança são vitais

A crescente violência escolar acompanha o aumento do número de armas em circulação no país. De acordo com a professora Catarina de Almeida, a população civil brasileira já tem um arsenal sete vezes e meia maior do que aquele que está nas mãos das forças de segurança.

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Portanto, medidas extremas, como segurança armada e detectores de metal nas escolas, não são efetivas para solucionar a violência escolar. O foco deve estar na mudança cultural e inteligência das forças de segurança. As iniciativas devem visar transformar as escolas em ambientes saudáveis e democráticos, para evitar futuros ataques.

Data20 de abril de 2023
AssuntoViolência nas escolas
DeclarantesEducadores ouvidos pela Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados
Medidas não efetivasImplementação de detectores de metal e segurança armada
OpiniõesTransformar as escolas em ambientes saudáveis e democráticos é a melhor prevenção contra a violência nas escolas. Mudanças culturais e inteligência das forças de segurança são mais efetivas do que medidas extremas.
Dados preocupantesO Brasil é o segundo país com mais casos de ataques a escolas no mundo e a população civil brasileira já tem um arsenal sete vezes e meia maior do que aquele que está nas mãos das forças de segurança.

Com informações de https://www.camara.leg.br/noticias/954474-guardas-armados-nao-resolvem-problema-de-violencia-nas-escolas-dizem-especialistas/

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