A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) liberou, a partir do domingo, dia 25, de 2025, o uso contínuo e em todo o ano do nirsevimabe — anticorpo que protege contra o vírus sincicial respiratório (VSR) — para bebês prematuros cobertos por planos privados no Brasil, eliminando a restrição que limitava a cobertura apenas aos meses de maior circulação do vírus e permitindo que a profilaxia seja organizada já na maternidade.
A mudança determina que operadoras de saúde suplementar não podem mais negar a administração do anticorpo a recém-nascidos que estiverem fora da antiga janela sazonal, ampliando o alcance da proteção e reduzindo lacunas no atendimento. A Sociedade Brasileira de Imunizações avaliou a medida como relevante para diminuir o risco de hospitalizações evitáveis. Antes, famílias e equipes de maternidade tinham que seguir o calendário epidemiológico para acessar a profilaxia; agora, a logística pode ser planejada a partir do nascimento, conforme avaliação clínica.
O vírus sincicial respiratório é o principal agente da bronquiolite em lactentes e, em prematuros, pode provocar inflamação das vias aéreas inferiores, acúmulo de secreções e queda da oxigenação, com risco de suporte ventilatório e internação em UTI. A maioria das crianças encontra o VSR até os dois anos, mas os desfechos mais graves ocorrem nos primeiros meses de vida, especialmente entre os prematuros.
Diferente das vacinas convencionais, o nirsevimabe oferece proteção passiva por meio de anticorpos prontos. Isso reduz significativamente a probabilidade de desfechos graves — hospitalização, necessidade de cuidados intensivos ou óbito — sem necessariamente impedir toda a infecção. A indicação deve ser feita por profissional de saúde, que avaliará benefícios e possíveis eventos adversos, incluindo reações locais.
Na saúde suplementar, a cobertura agora alcança prematuros até 12 meses de idade, em consonância com sociedades médicas; o Programa Nacional de Imunizações oferece o anticorpo para prematuros de até seis meses, o que torna a ampliação pelos planos um avanço na proteção dos mais vulneráveis.
Sinais que exigem avaliação médica
- Respiração muito rápida ou trabalhosa;
- Movimentação intensa das narinas e retrações torácicas.
- Chiado persistente
- Dificuldade para mamar ou sonolência incomum.
- Lábios arroxeados ou sinais de baixa oxigenação.
Perguntas frequentes: os planos privados pagam obrigatoriamente para os grupos indicados; o nirsevimabe não substitui vacinas, pois fornece proteção passiva distinta; com a cobertura contínua, a administração pode ser planejada no nascimento, conforme avaliação clínica; e há riscos e eventos adversos que devem ser considerados por um profissional.
Em resumo, a decisão da ANS representa um avanço na prevenção do VSR entre prematuros segurados por planos privados, simplificando a logística e aumentando a chance de evitar internações graves.
