Na terça-feira de 2026, o dólar recuou frente ao real no mercado brasileiro, em reação a um ambiente externo marcado por tentativas diplomáticas no Oriente Médio e por variações no preço do petróleo, com o movimento amplificado pela liquidez reduzida na B3.
O dólar terminou a sessão em queda de cerca de 0,31%, cotado na faixa dos R$5,07, enquanto o contrato futuro com vencimento em agosto também operou em baixa, próximo de R$5,09. O volume negociado na B3 foi relativamente baixo, em torno de 140 mil contratos, reflexo de menor liquidez e de um comportamento cauteloso por parte dos investidores.
Apesar de oscilações intradia contidas — amplitude inferior a 0,5% entre topo e fundo —, o dia foi permeado por notícias contraditórias sobre o conflito regional e por avanços nas cotações do petróleo, que sustentaram parte da valorização do real.
Contexto e impactos
Relatos apontaram que teóricos mediadores teriam levado a Teerã uma proposta de trégua temporária com os Estados Unidos, episódio que trouxe alívio inicial ao mercado. No entanto, operações militares americanas em solo iraniano reduziram o otimismo, gerando movimentos de correção. O Brent permaneceu acima de US$ 91 o barril, pressionado pelo risco geopolítico, o que costuma valorizar moedas de países exportadores de commodities, como o Brasil.
No campo da renda variável, bolsas europeias e norte-americanas subiram, refletindo maior apetite por risco, ao passo que tensões comerciais adicionaram ruído: os EUA anunciaram tarifas sobre determinados produtos canadenses e o Brasil segue na mira de medidas semelhantes.
No mercado doméstico, o Banco Central realizou rolagem de contratos de swap, vendendo 50 mil posições para ajustar vencimentos, ação que ajudou a estabilizar a cotação. Importadores se beneficiam de um dólar mais fraco no curto prazo, enquanto exportadores de commodities observam ganhos potenciais caso o câmbio venha a subir novamente. O futuro do câmbio permanece sensível a novas notícias do Oriente Médio, à evolução dos preços de energia e às decisões do Banco Central, com impactos diretos sobre inflação, competitividade e fluxos financeiros.
