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HEDA e ISAC trabalham para agilizar os atendimentos durante o período sazonal

Crescimento dos casos de síndromes gripais é a principal causa do aumento nas buscas pelos serviços de saúde no HEDA e Anexo II – HNSF

Parnaíba (PI), abril de 2024 – O Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) e o Anexo II – Hospital Nossa Senhora de Fátima (HNSF), ambos sob gestão do Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), juntamente com a Secretaria de Saúde do Estado do Piauí (SESAPI) têm intensificado seus esforços para agilizar o atendimento médico em resposta ao aumento significativo da demanda durante o período sazonal, iniciado em março.

Entre as principais causas do crescimento nas buscas pelos serviços de saúde está o aumento dos casos de doenças respiratórias, que abrangem as síndromes gripais e que coincidem com a chegada do período das chuvas.

Diante deste cenário, HEDA e SESAPI unem forças para implementar medidas que possibilitem maior celeridade no atendimento aos pacientes.

“Durante o período chuvoso, entre os meses de março a junho, é comum o aumento dos casos de doenças sazonais e, consequentemente, o crescimento no número de atendimentos”, explica o Dr. Carlos Teixeira, diretor técnico do HEDA.

Média de atendimentos diários é alta

Do dia 1º a 10 de abril deste ano, o HEDA registrou 2.565 atendimentos de pacientes adultos, o que representa aproximadamente 260 atendimentos diários. Já no Anexo II, que atende predominantemente crianças, foram 1.934 atendimentos também nos dez primeiros dias do mês, gerando uma média de 200 pacientes infantis atendidos diariamente.

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Por isso, para atender a alta demanda de pacientes adultos graves do HEDA, a alternativa encontrada tem sido a utilização temporária de leitos intensivos de estabilização do Anexo II – HNSF, além do remanejamento de alguns profissionais em ambas as unidades, inclusive para reforçar o atendimento no pronto-socorro.

“Tivemos um aumento substancial do número de pacientes graves atendidos na porta da urgência do HEDA, o que exigiria mais leitos intensivos para acomodar esses pacientes. Neste sentido, o Anexo II tem sido de grande ajuda na nossa estratégia para garantir os atendimentos durante este período”, explica o Dr. Carlos Teixeira.

Importância da Classificação de Risco

HEDA e Anexo II – HNSF operam de acordo com a Classificação de Risco, cuja gravidade clínica e tempo de espera do paciente é representada por cores, após passar por uma triagem.

Quando o paciente é classificado com a cor Azul, ou seja, sem agravamento de saúde, o atendimento pode ser realizado em até 4 horas. Se classificado com a cor Verde, com baixo risco de agravamento, pode esperar até 2 horas.

Por sua vez, os pacientes com gravidade moderada são classificados com a cor Amarela, e podem aguardar atendimento por até 1 hora.

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Já os pacientes de cor Laranja são considerados de risco significativo e são atendidos em até 10 minutos, enquanto os pacientes de cor Vermelha são atendidos imediatamente, pois são os casos gravíssimos.

É a Classificação de Risco que previne, por exemplo, que um paciente que deu entrada com quadro de dor de cabeça tenha prioridade em relação ao paciente que acaba de chegar com quadro de infarto.

E durante o período sazonal, além da alta demanda, grande parte dos pacientes que buscam as unidades de saúde são classificados com as cores Azul e Verde, o que reflete no tempo de espera elevado.

Quando buscar atendimento

A recomendação geral é que a população que estiver com sintomas leves de síndromes gripais procure, inicialmente, uma Unidade Básica de Saúde (UBS). E em caso de persistência dos sintomas ou agravamento, buscar o pronto-socorro municipal.

Vale ressaltar que a prioridade do Anexo II – HNSF é para atendimentos em Pediatria e que, assim como no HEDA, são pacientes considerados graves aqueles que foram classificados com as cores Laranja e Vermelho, e estarão sempre no topo da ordem de atendimento.

O HEDA e o ISAC reiteram seu compromisso em fornecer cuidados de saúde de qualidade e continua trabalhando para enfrentar essa situação desafiadora e garantir o bem-estar da população.

Sane Araujo

Jornalista e pesquisadora, formada em Comunicação Social pela Universidade Federal do Piauí.

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