Fotografias orbitais liberadas pela agência espacial dos EUA entre dezembro de 2023 e setembro de 2024, obtidas a partir do ponto entre Terra e Sol chamado L1, mostram por que os continentes aparentam mudar de posição ao longo das estações: a câmera EPIC instalada no satélite DSCOVR, situada a mais de um milhão e meio de quilômetros da Terra, registrou o disco iluminado do planeta em horários diurnos semelhantes para realçar diferenças sazonais; a causa é a inclinação axial de cerca de 23,5°, que altera a incidência solar entre hemisférios, e as imagens também evidenciam pequenas variações no tamanho aparente do disco devido à mudança na distância entre DSCOVR e a Terra.
Imagens captadas pela câmera EPIC do satélite DSCOVR forneceram uma sequência temporal que permite comparar visualmente os discos terrestres durante solstícios e equinócios, destacando variações sazonais. Localizado próximo ao ponto de Lagrange L1, o satélite observa a Terra continuamente, registrando imagens frequentes que foram selecionadas em horários diurnos comparáveis para reduzir diferenças de iluminação local.
A explicação física do efeito observado é a obliquidade axial: com um ângulo aproximado de 23,5 graus, a inclinação determina quais latitudes recebem luz solar mais direta em cada época do ano, produzindo estações opostas nos hemisférios e dias mais longos para o lado voltado ao Sol. Durante equinócios, as irradiâncias entre norte e sul ficam praticamente iguais, resultando em durações de dia e noite similares. Além do efeito sazonal, as fotos mostram pequenas variações no tamanho aparente e na forma do disco terrestre, consequência das oscilações na distância entre DSCOVR e a Terra; por exemplo, cerca de 1,56 milhão de quilômetros em setembro de 2024 contra aproximadamente 1,45 milhão em dezembro de 2023. Essas alterações são atribuíveis à órbita do satélite ao redor de L1 e não à movimentação dos continentes.
Os conjuntos EPIC são ferramentas valiosas para monitorar vegetação, camadas de nuvem, cobertura de gelo e neve, e mudanças oceânicas; pesquisadores os usam para rastrear sazonalidade, anomalias climáticas e calibrar modelos climáticos e previsões meteorológicas. Em resumo, as imagens oferecem uma visão contínua e panorâmica que ajuda a interpretar padrões sazonais e variações ambientais observadas do espaço. Esses arquivos seguem disponíveis ao público.
