O Piauí registrou um feito histórico: mais de 200 intervenções públicas concluídas ou em curso via o Orçamento Participativo Digital (OPA), distribuídas por todo o estado — com ênfase em Teresina, Parnaíba, Picos, Piripiri e Floriano — nas janelas orçamentárias 2023–2024 e 2024–2025, numa iniciativa do Executivo que buscou transferir à sociedade a escolha das prioridades e garantir a aplicação direta dos recursos onde há maior demanda, por meio de seleção de propostas e votação digital pela cidadania.
Desde o lançamento do Orçamento Participativo Digital (OPA) pelo Executivo estadual em 2023, o Piauí vem transformando a forma de decidir investimentos públicos. A seleção direta de propostas pela cidadania gerou mais de duzentas intervenções concluídas ou em curso nas janelas orçamentárias 2023–2024 e 2024–2025, distribuídas por todo o território, com forte presença em Teresina, Parnaíba, Picos, Piripiri e Floriano.
Entre os projetos, destaca-se pavimentação asfáltica e em paralelepípedo, passagem molhada, praças, quadras esportivas e equipamentos culturais voltados a crianças e jovens. Obras de mobilidade e travessias rurais ampliaram acesso a serviços e reduziram riscos em estradas locais.
No assentamento Gessy Falcão, a chegada de água encanada a 27 residências alterou a rotina e melhorou a segurança hídrica; em Parnaíba, a quadra do residencial Caminho da Alvorada virou ponto de integração juvenil.
O OPA também investiu em sistemas simplificados de água em assentamentos e em programas sociais como guardiões comunitários e bandas mirins, fortalecendo laços comunitários. Financeiramente, o mecanismo mobilizou R$ 211 milhões, envolveu 733 entidades, recebeu mais de três mil propostas e registrou quase 479 mil votos válidos, com a edição 2025–2026 alcançando 273.890 votos.
A execução é acompanhada por fiscalização técnica do estado e controle comunitário, e o processo de votação ocorre em plataforma digital auditada. Apesar dos avanços, a demanda ainda supera a oferta de recursos, exigindo planejamento continuado para replicar e ampliar o modelo em outras frentes do território piauiense. Lideranças locais dizem que a participação popular aprimora prioridades, aumenta fiscalização e gera mais confiança comunitária.
