Uma significativa expansão na rede federal de ensino técnico e superior foi confirmada para o Piauí, com a criação de quatro novos polos educacionais nas cidades de Luzilândia, Barras, Esperantina e Altos. A novidade foi comunicada nesta última terça-feira, durante uma solenidade no Instituto Federal do Piauí (IFPI), como parte de um ambicioso plano nacional que busca interiorizar o acesso à formação qualificada e atender à crescente demanda por desenvolvimento regional.
A confirmação da medida foi feita pelo ministro da Educação, Camilo Santana, que a inseriu num contexto mais amplo de fortalecimento da educação profissionalizante no país. O projeto nacional prevê a criação de cem novas unidades de ensino técnico em todo o Brasil, elevando o total de polos para quase oitocentos, com a meta de alcançar mil instituições.
O ministro assegurou que o plano já contempla a alocação de verbas necessárias não apenas para as novas construções, mas também para a contratação de docentes e técnicos especializados. Além disso, os recursos garantirão a consolidação e modernização das vinte unidades do IFPI que já estão em funcionamento no Piauí, que somarão em breve vinte e quatro com os novos campi.
Ambição Estadual e Planejamento Futuro
Apesar do avanço, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, expressou que a ambição do estado é ainda maior. Durante o evento, ele revelou ter solicitado ao governo federal um total de dez novos centros de ensino. Além dos quatro já aprovados, a proposta estadual inclui a instalação de mais seis unidades, com um planejamento de distribuição geográfica bem definido para atender a necessidades específicas.
O plano detalha a construção de um campus na zona norte de Teresina, visando equilibrar a oferta na capital, e outros cinco destinados à porção sul do estado, uma área identificada com uma carência crítica de mão de obra qualificada para sustentar seu crescimento econômico. Essa sinergia entre as esferas federal e estadual foi celebrada pelo reitor da instituição, Paulo Borges da Cunha.
Ele creditou o progresso e a capacidade de inovação do IFPI a essa aliança estratégica, que representa um investimento calculado no capital humano piauiense, alinhando a oferta educacional com as vocações econômicas de cada microrregião.
