Rendimento médio real por trabalhador atingiu R$ 3.790 no terceiro trimestre de 2026 (julho-setembro), em todo o Brasil, segundo levantamento da PNAD Contínua do IBGE; a combinação de mais vagas ocupadas e elevação dos ganhos reais impulsionou a massa de renda proveniente do trabalho, criando suporte para o consumo das famílias.
A PNAD Contínua do IBGE mostra que a massa de rendimentos habituais alcançou R$ 387,5 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta anual de 4,7% (cerca de R$ 17,5 bilhões) e avanço de 1,5% frente ao trimestre anterior (aproximadamente R$ 5,6 bilhões). O rendimento médio real por trabalhador atingiu R$ 3.790, com ganho real acumulado de R$ 131, enquanto o rendimento médio individual ficou estatisticamente estável.
O crescimento foi sustentado pelo maior contingente de ocupados, que chegou a 103,6 milhões de pessoas, o nível mais alto desde 2012, com aumento de 581 mil ante o trimestre anterior e cerca de 1,2 milhão na comparação anual. Setores como a construção civil puxaram a alta, incorporando cerca de 210 mil empregados; também se registrou crescimento no número de empregadores, que totalizou 4,5 milhões, e expansão do emprego público para 13,2 milhões, impulsionada por contratações na educação e reforços nas administrações municipais.
A taxa de desocupação recuou para 5,2%, o menor patamar para um terceiro trimestre desde 2012, mas a taxa composta de subutilização permaneceu em 13%, com 14,8 milhões de pessoas em condição de subemprego, desalento ou jornadas insuficientes; o grupo de desalentados somou 2,5 milhões, presente entre pessoas com 40 anos ou mais. O avanço da massa tende a favorecer o consumo, mas sua sustentação depende da continuidade da criação de vagas e do ganho real dos salários; é essencial acompanhar a distribuição regional, faixas salariais, efeitos sobre inflação e crédito, e a série trimestral para confirmar a trajetória.
