Nesta quarta-feira, 22, o governo federal instituiu, em todo o território nacional, um subsídio pioneiro para pacientes com câncer, com o objetivo de garantir a continuidade do tratamento oncológico. A medida, que faz parte do programa “Agora Tem Especialistas”, foi implementada para desmantelar as barreiras financeiras que forçam a interrupção de terapias, como a radioterapia, através da concessão de auxílio para cobrir custos de deslocamento intermunicipal e permanência na cidade do tratamento.
A nova política de amparo estabelece um suporte monetário detalhado para mitigar os encargos da jornada terapêutica. Para pacientes que precisam de tratamento em outra cidade, será concedido um valor de 150 reais para cobrir os custos da viagem de ida e volta, benefício que é extensivo também a um acompanhante.
Para os casos que exijam permanência prolongada no local, uma verba diária de subsistência de 150 reais será disponibilizada para despesas de acomodação e alimentação por um período de até trinta dias. A operacionalização do subsídio se dará pelo repasse de verbas federais para as administrações estaduais, municipais e para os centros de saúde responsáveis pelo atendimento.
Fortalecimento da Rede Oncológica Nacional
Esta providência é um dos pilares da macro-iniciativa governamental “Agora Tem Especialistas”, que busca edificar a mais robusta infraestrutura pública para a prevenção e o tratamento do câncer na história do sistema de saúde.
O secretário de Atenção Especializada à Saúde salientou que a medida combate diretamente a desigualdade regional, um desafio evidenciado pelo fato de que quase 40% dos usuários do sistema público procuram atendimento fora de suas regiões de origem.
Além do auxílio direto, o plano injetará 156 milhões de reais anuais para ampliar a capacidade em radioterapia, adotando um novo modelo de financiamento que incentiva a produtividade dos centros. Foi também formalizada a Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), que assegura a cobertura integral de medicamentos pelo governo.
Esta centralização de compras já resultou em reduções de custo de até 60% em terapias modernas, reforçando o compromisso de que nenhum cidadão precise escolher entre sua saúde e sua estabilidade financeira.
