/

Conheça a lei que amplia reconstrução de mama para além do câncer

Em uma decisão histórica para a saúde pública no Brasil, o governo federal sancionou ontem uma nova legislação que universaliza o direito à cirurgia de recomposição mamária para qualquer pessoa que tenha sofrido uma mastectomia, independentemente da causa. A medida, promulgada durante o ano de 2025 e oficializada hoje, foi implementada para corrigir uma lacuna legal e promover a equidade no acesso a cuidados reparadores, garantindo a cobertura do procedimento tanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto por planos de saúde privados.

A nova legislação representa uma mudança de paradigma no tratamento reparador no país. Anteriormente, o direito à reconstrução da mama era um benefício restrito a pacientes que haviam enfrentado neoplasias. Com a sanção da nova norma, esse direito é estendido a qualquer indivíduo que tenha passado por uma ablação mamária, seja ela total ou parcial, incluindo agora casos decorrentes de acidentes, atos de violência ou outras condições clínicas que resultem na necessidade da cirurgia. A lei sublinha que a decisão pelo procedimento reparador é um direito da paciente, respeitando sua autonomia e vontade, e não uma obrigação imposta pelo sistema de saúde.

Leia também:  Endometriose: saiba identificar sinais que são ignorados

O Cuidado Integral como Pilar da Nova Lei

Reconhecendo que a remoção de uma mama acarreta profundos impactos na saúde mental e na autoimagem, a legislação inova ao tornar obrigatório o acompanhamento psicossocial contínuo. Além do suporte emocional, a lei estabelece a necessidade de um cuidado integral, fornecido por uma equipe multidisciplinar. Isso significa que, além do cirurgião plástico, profissionais como psicólogos e fisioterapeutas atuarão em conjunto para garantir uma recuperação completa e humanizada, que considere todas as dimensões do bem-estar. Para assegurar a aplicação efetiva da medida, o texto legal define de forma explícita os responsáveis pelos custos. A cobertura total, incluindo o suporte associado, é uma obrigação compartilhada, removendo barreiras financeiras que impediam inúmeras pessoas de restaurar não apenas a aparência física, mas também sua qualidade de vida e dignidade.

Leia também:  Estudo nacional foca em tratar lesões na medular espinhal. Veja

Meu Piauí

A Meu Piauí é uma revista online que apresenta e valoriza nosso estado, nossa cultura e nossa gente.

Deixe um comentário

Your email address will not be published.

Últimos artigos do Blog