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Acordo Mercosul e União Europeia zera imposto para produtos

O Mercosul e a União Europeia assinaram um pacto comercial em Assunção (Paraguai) no sábado, 17 de 2025, visando ampliar o acesso de produtos sul-americanos ao mercado europeu e reforçar laços econômicos; a iniciativa prevê a redução de barreiras tarifárias e a criação de condições mais estáveis para investimentos e inovação, por meio de isenções tarifárias imediatas para grande parte das exportações e cronogramas graduais para a adaptação da indústria.

Assinado em Assunção, o pacto Mercosul-União Europeia prevê a eliminação de tarifas para ampla parcela das exportações sul-americanas ao mercado europeu. Pesquisa da CNI indica que, com o acordo, 54,3% das mercadorias brasileiras — mais de cinco mil itens distintos — passarão a entrar na Europa sem cobrança de impostos de importação quando as novas normas começarem a vigorar.

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Atualmente o Brasil opera com acesso equivalente a 8% do mercado global de compras; estima-se que esse raio de atuação possa subir para 36%, refletindo o peso do mercado europeu no comércio mundial. Cerca de 82,7% das vendas brasileiras ao continente terão isenção tarifária desde a entrada em vigor, enquanto o Brasil obteve prazos alongados, em geral, entre 10 e 15 anos, para reduzir tributos sobre produtos europeus, reduzindo o choque sobre a indústria doméstica e concedendo um período maior de ajuste.

Impactos e próximos passos

Os impactos setoriais apontam para ganhos relevantes em emprego e renda: dados de 2024 mostram que cada R$ 1 bilhão exportado para a UE gera aproximadamente 21,8 mil postos de trabalho, R$ 441 milhões em salários e R$ 3,2 bilhões em valor adicionado na cadeia produtiva interna.

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Na agroindústria, as cotas para carne bovina serão o dobro das obtidas pelo Canadá, e as cotas de arroz previstas superam o volume atualmente vendido ao bloco, beneficiando produtores rurais. A implementação depende de ratificação pelo Parlamento Europeu e pelos parlamentos nacionais do Mercosul e será escalonada, permitindo planejamento empresarial.

Exportadores e setores agrícolas tendem a se beneficiar; segmentos expostos à concorrência europeia terão janelas de adaptação para modernizar-se. O alongamento dos prazos funciona como mecanismo de amortecimento, mas exigirá políticas públicas de apoio à inovação e à competitividade para mitigar riscos e maximizar os benefícios.

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