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Reajuste da gasolina não garante queda no preço da bomba

Aumento no preço da gasolina foi anunciado nesta manhã no Brasil, motivado por movimentos na paridade de importação e por flutuações internacionais do petróleo, com dados atualizados até 23 janeiro 2026; o ajuste foi comunicado pela petroleira e terá implementação dependente do repasse por distribuidores e postos de combustível.

Um relatório divulgado pela associação que representa importadores de combustíveis aponta que, considerando números atualizados até 23 janeiro 2026, a gasolina no Brasil apresentava preço de paridade inferior em R$ 0,20 antes do novo ajuste.

Paralelamente, a modalidade comercial conhecida como Gasolina A opera com valores superiores à paridade em todos os polos analisados, o que indica pressões diferentes entre canais. No mercado internacional, o barril acumula retração próxima de 20 por cento no ano, ainda que a cotação de referência Brent tenha avançado ao longo de janeiro, passando de US$ 60,85 para US$ 64,24 na última sexta.

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Para o diesel, não houve alteração nas condições para as distribuidoras; a petroleira estatal destacou que, desde dezembro de 2022, a queda acumulada nos preços praticados aos canais de distribuição, já descontada a inflação, alcança 36,3 por cento.

O PPI, ou preço de paridade de importação, serve como parâmetro para medir o alinhamento entre preços domésticos e custos de importação. Quando o PPI está defasado, significa que o preço interno está teoricamente abaixo do custo de trazer o combustível do exterior, embora o repasse ao consumidor final dependa de logística, estoques e decisões dos revendedores.

Especialistas consultados ressaltam que a existência de gasolina vendida acima da paridade em alguns polos reduz, em parte, o espaço para repasses negativos imediatos. Motoristas podem não perceber queda automática nas bombas, e o efeito sobre os preços ao consumidor tende a se diluir ao longo de dias ou semanas conforme ajustes logísticos e comerciais.

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