O titular da Saúde estadual, Dirceu Campêlo, apresentou um plano para que o Hospital Getúlio Vargas (HGV), referência em elevada complexidade no Piauí, passe a realizar intervenções cardíacas e hepáticas; a reunião ocorreu na sexta‑feira, 20 e as operações no fígado estão projetadas para acontecer ainda neste semestre, com o objetivo de ampliar a capacidade técnica no estado, reduzir remoções interestaduais e garantir tratamentos mais próximos das famílias, por meio de ajustes em infraestrutura, protocolos e capacitação das equipes clínicas.
O encontro reuniu equipes clínicas do Hospital Getúlio Vargas e representantes da Central Estadual de Transplantes para estruturar rotinas, ajustar requisitos de acreditação e alinhar recursos humanos e materiais.
O HGV já realiza enxertos de córnea e rim, e a proposta é somar fígado e coração ao leque de serviços, reduzindo a dependência de remoções interestaduais. Para implantar procedimentos dessa magnitude serão necessárias adequações físicas, com salas cirúrgicas e unidades de terapia intensiva específicas, além de protocolos logísticos para captação e transporte de órgãos, capacitação multiprofissional e certificações junto às instâncias reguladoras.
Nas próximas semanas, as pendências prioritárias serão identificadas para acelerar a liberação do credenciamento. Espera-se que a oferta local diminua filas e deslocamentos longos, acelere o início dos tratamentos pós-operatórios e preserve vínculos com redes de suporte social dos pacientes, além de fomentar formação especializada no estado.
As etapas restantes incluem:
- 1) levantamento final das adaptações infraestruturais;
- 2) treinamento prático e teórico das equipes cirúrgicas e de enfermagem;
- 3) auditoria e homologação pelos órgãos competentes;
- 4) início programado das primeiras cirurgias hepáticas neste semestre, com implantação gradual do coração.
Pacientes indicados por critérios clínicos e pela fila regulatória estadual poderão se beneficiar. A data de início das operações cardíacas ainda depende da conclusão da estruturação, e os procedimentos em serviço público seguirão a rede SUS, sem custo adicional aos usuários. A iniciativa foi avaliada como avanço estratégico para a autonomia do sistema público de saúde no Piauí. O cronograma será divulgado após o cumprimento das etapas prioritárias imediatamente.
