Anvisa autorizou em 2025 a comercialização no Brasil do Enflonsia (clesrovimabe), medicamento da Merck Sharp e Dohme destinado a reduzir a ocorrência de casos graves provocados pelo vírus sincicial respiratório em recém-nascidos, lactentes e pacientes submetidos a cirurgia cardíaca com circulação extracorpórea. A medida prevê a disponibilização da solução para aplicação intramuscular e busca ampliar ferramentas preventivas durante surtos.
Em 2026, a Anvisa aprovou a comercialização do Enflonsia (clesrovimabe), medicamento da Merck Sharp e Dohme, disponibilizado como solução para administração intramuscular destinada a reduzir casos graves do vírus sincicial respiratório (VSR) em recém-nascidos, lactentes e pacientes submetidos a cirurgias cardíacas com circulação extracorpórea.
O produto é um anticorpo monoclonal que confere proteção passiva ao neutralizar o vírus antes da progressão para doença respiratória severa, diferenciando-se de vacinas que estimulam resposta imune ativa. A recomendação prevê uso profilático em períodos de maior circulação viral para recém-nascidos e bebês em aleitamento e dose adicional para crianças pós-operadas após estabilização clínica. Estudos e experiências internacionais apontam redução de hospitalizações e complicações respiratórias em grupos vulneráveis, mas a incorporação ao sistema público requer avaliação de custo-efetividade, negociações de preço e planejamento logístico.
Entre 2018 e 2024, o Brasil registrou dezenas de milhares de internações de prematuros por complicações associadas ao VSR, o que motivou a busca por ferramentas preventivas complementares. Reações no local da injeção e raras respostas alérgicas são efeitos adversos esperados, exigindo acompanhamento médico. Protocolos clínicos deverão definir critérios de elegibilidade, calendários de aplicação, conservação e registro de doses, permitindo vigilância em tempo real da eficácia e segurança.
A decisão sobre inclusão no SUS será tomada por autoridades competentes com base em evidências, orçamento e prioridades de saúde pública. Famílias devem consultar pediatras ou serviços locais para orientação individualizada. Profissionais estaduais publicarão protocolos com critérios de prioridade, armazenamento, treinamento de equipes e sistemas de notificação padronizados para acompanhamento contínuo da implementação.
